PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2025
Você atende, em sala de parto, um recém-nascido com características do diagnóstico de síndrome de Down. Além do cariótipo, você deve solicitar:
RN com suspeita de Síndrome de Down → solicitar cariótipo + ecocardiograma com Doppler.
Recém-nascidos com suspeita de Síndrome de Down devem ser submetidos a um ecocardiograma com Doppler devido à alta prevalência de cardiopatias congênitas, que são as malformações mais comuns e clinicamente significativas nessa população.
A Síndrome de Down, ou Trissomia do Cromossomo 21, é a anomalia cromossômica mais comum e uma das principais causas de deficiência intelectual. O diagnóstico é suspeitado clinicamente ao nascimento por características fenotípicas e confirmado por cariótipo. No entanto, o manejo inicial vai além da confirmação genética, focando na identificação e tratamento de comorbidades associadas. Recém-nascidos com Síndrome de Down apresentam uma alta prevalência de malformações congênitas, sendo as cardiopatias as mais frequentes e clinicamente relevantes, afetando cerca de 40-60% dos casos. As mais comuns são o defeito do septo atrioventricular (DSAV), comunicação interventricular (CIV) e comunicação interatrial (CIA), que podem impactar significativamente a morbimortalidade se não diagnosticadas e tratadas precocemente. Por essa razão, a investigação cardiológica com ecocardiograma com Doppler deve ser realizada rotineiramente em todos os RNs com suspeita ou diagnóstico de Síndrome de Down, mesmo na ausência de sopros cardíacos. Outras investigações incluem rastreamento para hipotireoidismo congênito, problemas gastrointestinais, oftalmológicos e auditivos, para garantir um cuidado abrangente e multidisciplinar.
As cardiopatias congênitas mais frequentes na Síndrome de Down são o defeito do septo atrioventricular (DSAV), comunicação interventricular (CIV) e comunicação interatrial (CIA), sendo o DSAV a mais característica e grave.
O ecocardiograma deve ser realizado o mais precocemente possível, preferencialmente nas primeiras semanas de vida, em todos os recém-nascidos com suspeita ou diagnóstico confirmado de Síndrome de Down, mesmo na ausência de sopros cardíacos.
Além da avaliação cardíaca, é essencial rastrear para hipotireoidismo congênito, malformações gastrointestinais (atresia duodenal, doença de Hirschsprung), problemas oftalmológicos (catarata, estrabismo) e auditivos, e instabilidade atlantoaxial.
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