Síndrome de Down: Sinais Clínicos e Malformações Associadas

SMS Florianópolis - Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SC) — Prova 2021

Enunciado

Você está a realizar a primeira consulta de puericultura de Fábio, com 10 dias de vida, que vem acompanhado dos pais Michel (52 anos) e Marcela (27 anos). Os pais queixam que o filho é diferente e se culpam por não ter realizado o acompanhamento pré-natal, em especial Marcela que admite ter fumado durante a gestação. Ao exame, Fábio apresenta fendas palpebrais obliquas curtas, reflexo de Moro diminuído, hipotonia muscular, prega palmar única e clinodactilia. Considerando a hipótese diagnóstica, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) Problemas como o de Fábio são pouco comuns e não têm grande impacto na mortalidade infantil, já que na realidade brasileira são bem mais comuns as causas infectocontagiosas.
  2. B) No caso de Fábio suspeitar o quanto antes do diagnóstico é muito importante para que logo sejam solicitados exames complementares de alta complexidade necessários à confirmação do diagnóstico.
  3. C) Uma das possibilidades de diagnóstico no caso é a trissomia do 21, que é a síndrome genética mais comum, e o acompanhamento pré-natal adequado é uma boa forma de prevenção primária.
  4. D) Se o diagnóstico de Fábio fosse de trissomia do 21, seria importante buscar malformação associadas. As cardiovasculares são as mais comuns, outras comumente presentes incluem problemas intestinais, da tireoide e hematológicos.

Pérola Clínica

Síndrome de Down = Trissomia do 21. Buscar malformações associadas, especialmente cardíacas, gastrointestinais e tireoidianas.

Resumo-Chave

A Síndrome de Down (Trissomia do 21) é a anomalia cromossômica mais comum, com características fenotípicas marcantes desde o nascimento. É fundamental rastrear ativamente as malformações associadas, como cardiopatias congênitas (as mais frequentes), anomalias gastrointestinais, hipotireoidismo e problemas hematológicos, para garantir o manejo multidisciplinar precoce e otimizar o prognóstico.

Contexto Educacional

A Síndrome de Down, ou Trissomia do Cromossomo 21, é a anomalia cromossômica mais frequente, resultando da presença de uma cópia extra do cromossomo 21. Sua prevalência é de aproximadamente 1 em cada 700 nascidos vivos, e é uma das principais causas genéticas de deficiência intelectual. O reconhecimento precoce das características fenotípicas é crucial para o diagnóstico e início do manejo. As características clínicas incluem hipotonia muscular, fendas palpebrais oblíquas, prega palmar única, clinodactilia, entre outras. A fisiopatologia complexa decorre da superdosagem gênica dos genes localizados no cromossomo 21. O diagnóstico é clínico e confirmado por cariótipo. A suspeita deve surgir ao exame físico neonatal, especialmente na presença de múltiplos estigmas. O tratamento e acompanhamento são multidisciplinares, focando na detecção e manejo das malformações associadas. As cardiopatias congênitas são as mais comuns e exigem avaliação cardiológica. Anomalias gastrointestinais, hipotireoidismo e problemas hematológicos também são frequentes e demandam rastreamento e intervenção. Um acompanhamento pediátrico regular e suporte terapêutico (fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional) são essenciais para otimizar o desenvolvimento e a qualidade de vida.

Perguntas Frequentes

Quais são as características físicas mais comuns da Síndrome de Down em recém-nascidos?

Recém-nascidos com Síndrome de Down frequentemente apresentam hipotonia muscular, fendas palpebrais oblíquas curtas, prega palmar única (prega simiesca), clinodactilia do quinto dedo, ponte nasal achatada, orelhas pequenas e implantadas baixas, e reflexo de Moro diminuído.

Quais são as malformações associadas mais comuns na Síndrome de Down?

As malformações cardiovasculares são as mais comuns, como defeito do septo atrioventricular. Outras incluem anomalias gastrointestinais (atresia duodenal, doença de Hirschsprung), hipotireoidismo congênito, problemas oftalmológicos e auditivos, e maior risco de leucemia.

Qual a importância do acompanhamento pré-natal na prevenção da Síndrome de Down?

O acompanhamento pré-natal não previne a Síndrome de Down, que é uma condição genética. No entanto, um pré-natal adequado permite o rastreamento e diagnóstico precoce da condição, oferecendo aos pais informações e suporte para o planejamento do nascimento e cuidados futuros.

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