SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025
A condição que se faz mais presente junto às crianças com síndrome de Down é:
Cardiopatia congênita (especialmente DSAV) = Condição associada mais comum na Síndrome de Down.
Cerca de 40-50% das crianças com Trissomia 21 apresentam cardiopatias congênitas, sendo o defeito do septo atrioventricular (DSAV) a lesão mais característica e prevalente.
A Síndrome de Down, ou Trissomia do cromossomo 21, é a alteração cromossômica mais comum em humanos. Ela acarreta um fenótipo característico e uma série de predisposições a patologias sistêmicas. A cardiopatia congênita destaca-se pela frequência e pelo impacto na morbimortalidade infantil. O acompanhamento dessas crianças deve ser multidisciplinar, seguindo protocolos específicos de saúde que incluem avaliações periódicas da função tireoidiana, visão, audição e desenvolvimento neuropsicomotor. O diagnóstico precoce das cardiopatias permite intervenções cirúrgicas oportunas, prevenindo a progressão para hipertensão pulmonar irreversível (Síndrome de Eisenmenger).
O defeito do septo atrioventricular (DSAV), também conhecido como defeito do coxim endocárdico, é a cardiopatia mais associada, seguida pela comunicação interventricular (CIV) e comunicação interatrial (CIA).
Todo recém-nascido com diagnóstico de Síndrome de Down deve realizar um ecocardiograma transtorácico ainda no período neonatal, independentemente do exame físico, devido à alta prevalência de malformações silenciosas.
Além das cardiopatias, são comuns o hipotireoidismo (congênito ou adquirido), malformações gastrointestinais (como atresia duodenal), distúrbios hematológicos (leucemias), apneia do sono e instabilidade atlanto-axial.
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