Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2026
Pré-escolar, sexo masculino, de 1 ano e 11 meses de idade, com diagnóstico estabelecido de Síndrome de Down (trissomia livre do cromossomo 21), comparece à consulta pediátrica de rotina. Os pais relatam que ela tem acompanhamento regular com equipe multidisciplinar e um desenvolvimento ponderoestatural adequado, conforme as curvas específicas. Não há histórico de cardiopatia congênita, conforme ecocardiograma normal, realizado ao nascimento, nem de alterações hematológicas importantes em hemogramas anteriores. O cariótipo da criança e dos pais confirmou a trissomia livre e ausência de translocações. Os pais questionam quais exames de rotina são necessários e recomendados para o seu filho nessa fase da vida. Com base nas diretrizes mais atuais da Sociedade Brasileira de Pediatria, a conduta correta para essa paciente é:
Rotina Down → TSH/T4L + Hemograma anuais + Odonto semestral; Celiac/Cervical se sintomas.
O acompanhamento da criança com Síndrome de Down foca na detecção precoce de comorbidades prevalentes, como disfunções tireoidianas e hematológicas, além da saúde bucal.
A Síndrome de Down (Trissomia do 21) exige um olhar atento para condições associadas devido à sua base genética. O hipotireoidismo é a endocrinopatia mais comum, justificando o rastreio anual com TSH e T4L. Alterações hematológicas, como a Reação Leucemoide Transitória e leucemias, também possuem maior incidência, o que fundamenta o uso do hemograma anual. A saúde bucal é crítica devido a alterações estruturais e maior risco de doença periodontal, exigindo avaliação odontológica semestral. O desenvolvimento deve ser acompanhado por curvas de crescimento específicas para a síndrome, garantindo que intervenções multidisciplinares ocorram no momento adequado para otimizar o potencial neuropsicomotor da criança.
De acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), crianças com Síndrome de Down devem realizar anualmente a dosagem de TSH e T4 livre, devido à alta prevalência de hipotireoidismo autoimune, e um hemograma completo para rastrear anemias ou desordens mieloproliferativas que possuem maior incidência nesta população.
A triagem para doença celíaca não é universalmente recomendada de forma anual para todos os pacientes assintomáticos em todas as idades. Deve-se iniciar a investigação laboratorial (IgA total e anticorpo antitransglutaminase ou anti-endomísio) a partir dos 2 anos de idade se houver sintomas sugestivos ou conforme julgamento clínico individualizado, não sendo obrigatória na rotina básica do lactente assintomático.
A radiografia de coluna cervical (perfil em flexão e extensão) para investigar instabilidade atlantoaxial é indicada principalmente antes de procedimentos cirúrgicos que exijam manipulação cervical ou antes do início de atividades esportivas de impacto. Não é um exame de rotina anual para pacientes pré-escolares assintomáticos que não praticam esportes de risco.
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