ISMEP - Instituto de Saúde e Medicina de Brasília (DF) — Prova 2023
Acerca do tema síndrome de Down, assinale a alternativa correta.
Síndrome de Down: Alto risco de hipotireoidismo → TSH anual é rastreamento padrão.
Indivíduos com Síndrome de Down têm uma predisposição genética a diversas condições médicas, incluindo disfunções tireoidianas. O hipotireoidismo é particularmente comum e pode ter um impacto significativo no desenvolvimento e na qualidade de vida, justificando o rastreamento anual do TSH.
A Síndrome de Down, ou Trissomia do 21, é uma condição genética caracterizada pela presença de um cromossomo 21 extra. Indivíduos com Síndrome de Down apresentam uma série de características clínicas e uma predisposição aumentada a diversas condições médicas, o que exige um acompanhamento de saúde multidisciplinar e contínuo. Compreender essas particularidades é fundamental para um cuidado médico adequado. Entre as condições mais prevalentes, o hipotireoidismo é notavelmente comum, afetando uma parcela significativa dos indivíduos com Síndrome de Down ao longo da vida, tanto na forma congênita quanto adquirida (frequentemente autoimune). Devido ao alto risco e ao impacto negativo do hipotireoidismo não tratado no desenvolvimento cognitivo e físico, as diretrizes recomendam o rastreamento anual da função tireoidiana, com dosagem de TSH, a partir do nascimento e por toda a vida. Outras considerações importantes incluem: a alta incidência de cardiopatias congênitas (cerca de 50%), sendo o defeito do septo atrioventricular o mais comum, o que torna o ecocardiograma de rotina essencial no período neonatal, independentemente da ausculta de sopros; o risco de instabilidade atlantoaxial, que pode exigir restrição de atividades físicas de alto impacto ou que envolvam movimentos bruscos do pescoço; e a imunização, que segue o calendário vacinal padrão para a população geral, sem diferenças nas idades das vacinas, embora a resposta imune possa ser menos robusta em alguns casos. Intervenções como fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional são indicadas precocemente e de forma contínua, não apenas quando há queixa específica, para otimizar o desenvolvimento.
O hipotireoidismo é uma das condições endócrinas mais comuns na Síndrome de Down, afetando cerca de 15-30% dos indivíduos ao longo da vida, sendo mais frequente o hipotireoidismo subclínico e autoimune.
As cardiopatias congênitas são muito comuns, afetando cerca de 50% dos indivíduos com Síndrome de Down, sendo as mais frequentes o defeito do septo atrioventricular (canal atrioventricular) e a comunicação interventricular.
A contraindicação de atividades que envolvem flexão ou extensão excessiva do pescoço, como cambalhotas, deve-se ao risco de instabilidade atlantoaxial, uma condição em que há frouxidão ligamentar entre C1 e C2, podendo levar à compressão medular.
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