Acompanhamento da Síndrome de Down: Protocolos de Rotina

ENARE/ENAMED — Prova 2025

Enunciado

Uma criança de 2 anos, portadora de síndrome de Down, sem queixas, compareceu à consulta de rotina. De acordo com o protocolo de acompanhamento dos portadores de síndrome de Down, o médico deve:

Alternativas

  1. A) Solicitar acompanhamento com neuropediatra.
  2. B) Solicitar tomografia computadorizada do crânio.
  3. C) Solicitar avaliação da acuidade auditiva e visual.
  4. D) Dar orientações gerais, sem necessidade de exames complementares ou encaminhamento;
  5. E) Encaminhar o paciente para a nutricionista pelo maior risco de déficit pôndero-estatural.

Pérola Clínica

Síndrome de Down → Rastreio anual de função tireoidiana, audição e visão é mandatório.

Resumo-Chave

Crianças com Trissomia 21 possuem alta prevalência de deficiências sensoriais (auditivas e visuais) que impactam o desenvolvimento neuropsicomotor, exigindo triagem ativa periódica.

Contexto Educacional

O cuidado à criança com Síndrome de Down deve ser multidisciplinar e preventivo. O protocolo brasileiro de saúde para pessoas com T21 estabelece um cronograma rigoroso de exames devido à associação frequente com cardiopatias congênitas (especialmente defeito do septo AV), doenças tireoidianas, instabilidade atlanto-axial e distúrbios sensoriais. A detecção precoce de deficiências auditivas e visuais é um pilar fundamental, pois essas condições são tratáveis e sua correção permite uma melhor estimulação precoce, otimizando o potencial cognitivo e a autonomia do paciente a longo prazo.

Perguntas Frequentes

Com que frequência deve-se avaliar a audição na Síndrome de Down?

De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Pediatria, a avaliação auditiva deve ser realizada no nascimento (teste da orelhinha) e repetida a cada 6 meses até os 3 anos de idade, passando a ser anual após esse período. A alta incidência de otite média serosa e malformações estruturais justifica esse rigor.

Quais são os principais problemas oftalmológicos na criança com Down?

As crianças com Síndrome de Down apresentam risco aumentado de erros refrativos (miopia, hipermetropia, astigmatismo), estrabismo, catarata congênita e nistagmo. A avaliação oftalmológica deve ser feita no primeiro ano de vida e repetida anualmente para garantir que o déficit visual não prejudique o aprendizado e a interação social.

Além da visão e audição, qual outro rastreio laboratorial é essencial?

O rastreio da função tireoidiana é crucial, com dosagem de TSH e T4 livre no período neonatal, aos 6 meses, 12 meses e depois anualmente. O hipotireoidismo (tanto congênito quanto adquirido/autoimune) é significativamente mais comum em pacientes com T21 e pode mimetizar ou agravar atrasos no desenvolvimento.

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