HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2015
Em paciente com síndrome dos ovários policísticos, 19 anos e obesidade, a associação de anticoncepcionais orais às drogas com ação antiandrogênica no tratamento da acne e hirsutismo tem como principal objetivo:
ACO + antiandrogênicos na SOP: ACO regula ciclo e protege endométrio, além de reduzir androgênios.
Na Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), a associação de anticoncepcionais orais combinados (ACOs) com drogas antiandrogênicas visa não apenas tratar os sintomas de hiperandrogenismo (acne, hirsutismo), mas também regular o ciclo menstrual, prevenindo sangramentos irregulares e protegendo o endométrio contra a hiperplasia devido ao estrogênio não oposto.
A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é um distúrbio endócrino comum que afeta mulheres em idade reprodutiva, caracterizado por hiperandrogenismo, disfunção ovulatória e morfologia ovariana policística. O manejo da SOP é multifacetado e visa tratar os sintomas específicos da paciente, bem como prevenir complicações a longo prazo. A obesidade é um fator agravante, exacerbando a resistência à insulina e o hiperandrogenismo. É fundamental que o residente compreenda a abordagem terapêutica combinada. No tratamento da acne e hirsutismo, a associação de anticoncepcionais orais combinados (ACOs) com drogas antiandrogênicas é uma estratégia eficaz. Os ACOs reduzem os níveis de androgênios circulantes ao suprimir a produção ovariana e aumentar a síntese hepática de globulina ligadora de hormônios sexuais (SHBG), que liga a testosterona livre. As drogas antiandrogênicas, por sua vez, atuam diretamente nos receptores de androgênios nos tecidos-alvo, potencializando o efeito. Além do controle dos sintomas androgênicos, um objetivo primordial dos ACOs na SOP é a regulação do ciclo menstrual. A anovulação crônica, característica da SOP, leva à exposição contínua do endométrio a estrogênio sem a oposição da progesterona, aumentando o risco de hiperplasia endometrial e, consequentemente, de câncer de endométrio. Portanto, a prevenção do sangramento irregular e das menorragias, e a proteção endometrial, são objetivos centrais da terapia com ACOs na SOP, tornando a opção C a mais abrangente e correta.
Os ACOs atuam na SOP de várias maneiras: suprimem a produção ovariana de androgênios, aumentam a globulina ligadora de hormônios sexuais (SHBG), reduzindo a testosterona livre, e regulam o ciclo menstrual, prevenindo a hiperplasia endometrial e o sangramento irregular.
A regulação do ciclo menstrual é crucial para pacientes com SOP, pois a anovulação crônica leva à exposição prolongada do endométrio a estrogênio sem oposição de progesterona, aumentando o risco de hiperplasia endometrial e, a longo prazo, de câncer de endométrio. Os ACOs oferecem essa proteção.
As principais drogas antiandrogênicas são a espironolactona, flutamida e acetato de ciproterona. Elas agem bloqueando os receptores de androgênios nos tecidos-alvo (como pele e folículos pilosos) e/ou inibindo a síntese de androgênios, sendo eficazes no tratamento de hirsutismo e acne.
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