UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2022
Paciente de 27 anos, casada há 3 anos, nuligesta, tentando gestar há 15 meses. Relata ciclos irregulares, com intervalos de 45 a 90 dias. Traz os seguintes exames: FSH 15, ao repetir na fase folicular inicial o valor foi de FSH 18; LH 3,5; Prolactina 12; hormônio antimulleriano 2,5; TSH 1,5; Progesterona 0,5; 17 OH alfa progesterona normal. Histerossalpingografia e Ultrassonografia transvaginal normais. Última menstruação foi há 40 dias e, ao exame físico, nota-se hirsutismo (escore Ferriman-Gallwey 17). O marido tem 40 anos, 2 filhos de outro relacionamento. Qual a sua principal hipótese diagnóstica e conduta?
Infertilidade + oligomenorreia + hiperandrogenismo (hirsutismo) + FSH/AMH normais para idade → SOP com anovulação, conduta: indução de ovulação.
A paciente apresenta um quadro clássico de Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) com infertilidade, caracterizado por oligomenorreia e hiperandrogenismo (hirsutismo), além de exames hormonais que não indicam falência ovariana precoce (FSH e AMH dentro de limites aceitáveis para a idade). A principal conduta para infertilidade na SOP é a indução da ovulação.
A infertilidade é uma condição que afeta milhões de casais globalmente, e a anovulação crônica, frequentemente associada à Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), é uma das principais causas de infertilidade feminina. Para residentes, é crucial dominar o diagnóstico diferencial e as estratégias de manejo para otimizar as chances de gravidez. A paciente apresenta um quadro clínico clássico de SOP: infertilidade, oligomenorreia (ciclos irregulares de 45-90 dias) e hiperandrogenismo (hirsutismo com Ferriman-Gallwey 17). Embora o FSH esteja discretamente elevado (15-18), o hormônio antimulleriano (AMH) de 2,5 ng/mL é consistente com uma reserva ovariana razoável para a idade, afastando a hipótese de falência ovariana prematura (FOP), onde o FSH seria marcadamente elevado e o AMH muito baixo. A progesterona baixa (0,5) confirma a anovulação. Diante do diagnóstico de SOP e infertilidade anovulatória, a conduta principal é a indução da ovulação. Medicamentos como o citrato de clomifeno ou o letrozol são as primeiras linhas de tratamento para estimular o desenvolvimento folicular e a ovulação. O manejo do parceiro já foi abordado pela história de filhos prévios, embora uma avaliação seminal completa ainda seja padrão. A indução da ovulação é a estratégia mais eficaz para restaurar a fertilidade nesta paciente.
A infertilidade anovulatória na SOP é diagnosticada pela combinação de ciclos menstruais irregulares (oligomenorreia ou amenorreia), evidência de hiperandrogenismo (clínico ou laboratorial) e exclusão de outras causas de disfunção ovulatória.
A principal conduta é a indução da ovulação, que pode ser realizada com medicamentos como citrato de clomifeno, letrozol ou gonadotrofinas, visando restaurar ciclos ovulatórios regulares e aumentar as chances de concepção.
Na SOP, o FSH geralmente é normal ou discretamente elevado, e o AMH é normal ou elevado. Na FOP, o FSH é consistentemente elevado (>25-40 mUI/mL) e o AMH é muito baixo ou indetectável, refletindo a baixa reserva ovariana.
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