Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2022
Mulher de 32 anos queixa-se de ciclos oligomenorreicos há 1 ano. Ao exame físico: IMC 31kg/m², escala de Ferriman-Gallwey 6, PA = 110x70, FC = 65bpm. Resultados dos exames complementares: ultrassonografia pélvica dentro da normalidade, testosterona total e livre acima dos valores de referência do laboratório, DHEA e SDHEA dentro da normalidade. Diante do quadro clínico, analise as afirmações abaixo: I. A presença da alteração ultrassonográfica dos ovários é obrigatória para o diagnóstico da síndrome dos ovários policísticos. II. A presença de hiperandrogenismo laboratorial é suficiente para confirmar um dos critérios da síndrome dos ovários policísticos. III. A paciente apresenta hirsutismo segundo a sua escala de Ferriman-Gallwey. IV. A paciente apresenta síndrome dos ovários policísticos. As afirmações corretas são:
SOP = 2 de 3 critérios de Rotterdam (oligo/anovulação, hiperandrogenismo clínico/laboratorial, ovários policísticos USG). USG não é obrigatória.
O diagnóstico da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é feito pelos critérios de Rotterdam, que exigem a presença de pelo menos dois dos três seguintes: oligo/anovulação, hiperandrogenismo clínico ou laboratorial, e ovários policísticos à ultrassonografia. A ultrassonografia não é um critério obrigatório se os outros dois estiverem presentes.
A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma endocrinopatia complexa e heterogênea, sendo a causa mais comum de anovulação crônica e hiperandrogenismo em mulheres em idade reprodutiva. Sua prevalência é significativa, afetando cerca de 5-10% das mulheres, e é uma condição importante para residentes dominarem devido às suas implicações reprodutivas, metabólicas e psicossociais. A fisiopatologia da SOP envolve uma interação complexa de fatores genéticos e ambientais, resultando em disfunção ovariana, resistência à insulina e hiperandrogenismo. O diagnóstico é estabelecido pelos Critérios de Rotterdam, que requerem a presença de pelo menos dois dos três seguintes: oligo/anovulação (ciclos irregulares ou ausentes), hiperandrogenismo (clínico como hirsutismo, acne, alopecia, ou laboratorial com testosterona elevada) e ovários policísticos à ultrassonografia. É crucial excluir outras causas de hiperandrogenismo ou disfunção menstrual. O manejo da SOP é individualizado e visa tratar os sintomas predominantes, prevenir complicações a longo prazo e melhorar a qualidade de vida. As opções incluem modificações no estilo de vida (dieta e exercício), contraceptivos orais combinados para regular o ciclo e tratar o hiperandrogenismo, antiandrogênios, sensibilizadores de insulina como a metformina, e tratamentos para infertilidade. O prognóstico varia, mas o manejo adequado pode controlar os sintomas e reduzir riscos metabólicos.
Os critérios de Rotterdam exigem a presença de pelo menos dois dos três seguintes: oligo/anovulação (ciclos irregulares), hiperandrogenismo clínico (hirsutismo, acne) ou laboratorial (testosterona elevada), e ovários policísticos à ultrassonografia.
Não, a ultrassonografia não é um critério obrigatório. Se a paciente apresentar oligo/anovulação e hiperandrogenismo (clínico ou laboratorial), o diagnóstico de SOP pode ser feito mesmo com ultrassonografia pélvica normal.
O hirsutismo é avaliado pela escala de Ferriman-Gallwey, que pontua o crescimento de pelos terminais em nove áreas do corpo. Um escore total maior ou igual a 8 geralmente indica hirsutismo.
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