HGNI - Hospital Geral de Nova Iguaçu (Hospital da Posse) (RJ) — Prova 2015
Uma paciente de 18 anos, menarca aos 11 anos, há 1 ano apresenta ciclos menstruais oligomenorreicos com períodos de amenorreia e hirsutismo ao exame. Para caracterizar a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) nessa paciente, é necessário:
Diagnóstico SOP = 2/3 Critérios de Rotterdam + EXCLUIR outras causas de hiperandrogenismo/disfunção menstrual.
O diagnóstico de SOP é de exclusão. Mesmo com sintomas clássicos como oligomenorreia e hirsutismo, é fundamental afastar outras endocrinopatias que mimetizam a SOP, como hiperprolactinemia, disfunção tireoidiana, hiperplasia adrenal congênita não clássica e tumores produtores de andrógenos.
A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma endocrinopatia comum que afeta mulheres em idade reprodutiva, caracterizada por disfunção ovulatória, hiperandrogenismo e morfologia ovariana policística. Sua prevalência é significativa, tornando o diagnóstico correto essencial para o manejo adequado e prevenção de complicações a longo prazo. O diagnóstico da SOP é baseado nos Critérios de Rotterdam, que exigem a presença de pelo menos dois dos três achados: oligo- ou anovulação (ciclos irregulares), hiperandrogenismo (clínico como hirsutismo, acne, alopecia, ou laboratorial com testosterona elevada) e ovários de aspecto policístico ao ultrassom (≥20 folículos por ovário ou volume ovariano >10 mL). Contudo, o ponto mais crítico e frequentemente testado é que o diagnóstico de SOP é de exclusão. Isso significa que, antes de confirmar a SOP, é mandatório afastar outras condições que podem causar hiperandrogenismo e/ou disfunção menstrual, como hiperplasia adrenal congênita não clássica, tumores produtores de andrógenos, disfunção tireoidiana, hiperprolactinemia e síndrome de Cushing. A falha em realizar esse diagnóstico diferencial pode levar a tratamentos inadequados e atraso no manejo da condição primária.
Os Critérios de Rotterdam incluem a presença de dois dos três seguintes: oligo- ou anovulação, sinais clínicos ou bioquímicos de hiperandrogenismo, e ovários policísticos à ultrassonografia.
A exclusão de outras causas é crucial porque diversas condições (como hiperplasia adrenal congênita, tumores secretores de andrógenos, disfunção tireoidiana, hiperprolactinemia) podem mimetizar os sintomas da SOP, e o tratamento é completamente diferente.
Não, o ultrassom de ovários policísticos é um dos três critérios de Rotterdam, mas não é obrigatório se os outros dois critérios (oligo/anovulação e hiperandrogenismo) estiverem presentes e outras causas forem excluídas. Em adolescentes, o critério ultrassonográfico é menos valorizado.
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