AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2026
Paciente de 17 anos, nuligesta, sem atividade sexual, IMC = 26 kg/m², sedentária, refere ciclos menstruais irregulares, com intervalos de aproximadamente 60 dias e duração de 8 dias, associados à acne e oleosidade cutânea. Exames laboratoriais (testosterona total e livre, SDHEA, TSH, T4 livre e prolactina) apresentaram-se dentro da normalidade. Ultrassonografia transvaginal evidenciou útero de 90 cm³, ovário direito de 2,3 cm³, ovário esquerdo de 3,4 cm³, endométrio de 8 mm e anexos sem alterações. Com base nos critérios de Roterdã para diagnóstico da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), assinale a alternativa correta:
SOP (Rotterdam) = 2 de 3: Oligo/anovulação, Hiperandrogenismo (clínico/lab), Ovários policísticos (USG).
O diagnóstico de SOP é clínico-laboratorial. Mesmo com USG normal, a presença de irregularidade menstrual e sinais de hiperandrogenismo (acne/oleosidade) confirma a síndrome pelos critérios de Rotterdam.
A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma endocrinopatia complexa. Na adolescência, o diagnóstico exige cautela, pois a irregularidade menstrual pode ser fisiológica nos primeiros anos após a menarca. Contudo, a persistência de ciclos longos (>45 dias) associada ao hiperandrogenismo clínico (acne persistente, hirsutismo) sustenta o diagnóstico. O tratamento deve ser individualizado. Para pacientes que não desejam gestação imediata, os anticoncepcionais orais combinados são a escolha para controle do ciclo e proteção endometrial, sempre associados a intervenções no estilo de vida (dieta e exercício) para manejo do peso e perfil metabólico.
Os critérios são: 1) Oligo-ovulação ou anovulação (ciclos irregulares); 2) Sinais clínicos ou bioquímicos de hiperandrogenismo; 3) Ovários policísticos à ultrassonografia (≥12 folículos de 2-9mm ou volume ovariano >10cm³).
Os anticoncepcionais orais combinados (AOC) suprimem o LH hipofisário, reduzindo a produção androgênica ovariana, e aumentam a SHBG (proteína transportadora de hormônios sexuais), o que reduz a testosterona livre circulante.
A MEV é fundamental para reduzir a resistência insulínica, que é um motor fisiopatológico da SOP. Melhora a frequência ovulatória, reduz níveis de androgênios e previne riscos metabólicos a longo prazo, como Diabetes Tipo 2.
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