UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2025
A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), possui dentre suas principais manifestações clínicas: irregularidades menstruais, esterilidade, hirsutismo, obesidade, acantose nigricans e policistose ovariana, associadas a modificações anatomopatológicas das gônadas. A respeito dessa patologia, avalie as afirmações a seguir:I. Com referência à fisiopatologia, assinalam-se: anovulação crônica, hiperandrogenismo, hiperprolactinemia e hiperinsulinemia.II. O infantilismo sexual, embora raro, também pode estar presente.III. O citrato de clomifeno, agente antiestrogênico, está indicado no tratamento da SOP, em mulheres com desejo reprodutivo.IV. Os sinais e sintomas clínicos surgem, principalmente, na fase puberal. Sendo a amenorreia primária o principal sintoma clínico. Está CORRETO o que se afirma em:
SOP: anovulação crônica, hiperandrogenismo, hiperinsulinemia são pilares fisiopatológicos. Clomifeno para desejo reprodutivo.
A SOP é uma endocrinopatia complexa. A hiperprolactinemia, embora não seja um critério diagnóstico primário, pode estar associada. O infantilismo sexual é raro, mas possível. O citrato de clomifeno é a primeira linha para indução da ovulação em mulheres com SOP e infertilidade.
A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma das endocrinopatias mais comuns em mulheres em idade reprodutiva, afetando cerca de 5-10% dessa população. Caracteriza-se por um conjunto de sinais e sintomas que incluem irregularidades menstruais, hiperandrogenismo (hirsutismo, acne, alopecia) e morfologia ovariana policística ao ultrassom. Sua importância clínica reside não apenas nas manifestações reprodutivas e estéticas, mas também no risco aumentado de comorbidades metabólicas a longo prazo, como diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. A fisiopatologia da SOP é multifatorial e complexa, envolvendo anovulação crônica, hiperandrogenismo e resistência à insulina com hiperinsulinemia. Embora a hiperprolactinemia não seja um critério diagnóstico, pode estar associada em alguns casos. O diagnóstico é feito pelos critérios de Rotterdam (2 de 3: oligo/anovulação, hiperandrogenismo clínico/laboratorial, ovários policísticos ao USG, após exclusão de outras causas). O infantilismo sexual é uma manifestação rara, mas possível em casos mais severos ou com outras condições associadas. O tratamento da SOP é individualizado e visa controlar os sintomas e prevenir complicações. Para mulheres com desejo reprodutivo, o citrato de clomifeno é a primeira linha para indução da ovulação. Outras abordagens incluem mudanças no estilo de vida (dieta e exercício), metformina para resistência à insulina e contraceptivos orais combinados para regular o ciclo menstrual e tratar o hiperandrogenismo. É crucial o acompanhamento contínuo para monitorar e manejar as comorbidades metabólicas.
Os principais pilares fisiopatológicos da SOP incluem anovulação crônica, hiperandrogenismo (clínico ou laboratorial) e resistência à insulina com hiperinsulinemia compensatória, que contribui para o hiperandrogenismo.
Para mulheres com SOP e desejo reprodutivo, o tratamento de primeira linha para indução da ovulação é o citrato de clomifeno. Outras opções incluem inibidores da aromatase (letrozol) e gonadotrofinas, ou cirurgia ovariana (drilling).
Não, a amenorreia primária (ausência de menstruação até os 16 anos com caracteres sexuais secundários ou até os 14 anos sem eles) é rara na SOP. As irregularidades menstruais mais comuns são oligomenorreia (ciclos longos) ou amenorreia secundária (ausência de menstruação por mais de 3-6 meses após menarca).
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