UFAM/HUGV - Hospital Universitário Getúlio Vargas - Manaus (AM) — Prova 2015
A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é frequente na prática clínica ginecológica. Sobre essa endocrinopatia, marque a alternativa CORRETA:
SOP = ↑ Androgênios + Anovulação → ↓ Progesterona.
Na Síndrome dos Ovários Policísticos, o hiperandrogenismo é uma característica central, levando à anovulação crônica. A ausência de ovulação impede a formação do corpo lúteo, resultando em níveis baixos de progesterona, o que contribui para as irregularidades menstruais e o risco de hiperplasia endometrial.
A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma endocrinopatia complexa e heterogênea, sendo a causa mais comum de anovulação crônica e hiperandrogenismo em mulheres em idade reprodutiva. Sua prevalência é alta, afetando cerca de 5-10% das mulheres. A SOP é caracterizada por uma disfunção ovariana e metabólica, com implicações significativas na fertilidade, saúde reprodutiva e risco de doenças crônicas. A fisiopatologia da SOP envolve uma interação complexa entre fatores genéticos e ambientais. O hiperandrogenismo, seja clínico (hirsutismo, acne, alopecia) ou laboratorial (testosterona elevada), é uma marca registrada. A anovulação crônica resulta em ciclos menstruais irregulares ou amenorreia. A resistência à insulina é um componente chave, presente em 50-70% das mulheres com SOP, e contribui para o hiperandrogenismo ao aumentar a produção ovariana de androgênios e diminuir a globulina ligadora de hormônios sexuais (SHBG). A relação LH/FSH pode estar aumentada, mas não é um critério diagnóstico obrigatório. O manejo da SOP é individualizado e visa tratar os sintomas específicos e reduzir os riscos a longo prazo. Inclui modificações no estilo de vida (dieta e exercício para controle de peso e resistência à insulina), contraceptivos orais combinados para regular ciclos e tratar hiperandrogenismo, e indutores de ovulação para mulheres que desejam engravidar. A monitorização de complicações como diabetes tipo 2, dislipidemia e hiperplasia endometrial é fundamental.
Os critérios de Rotterdam incluem dois dos três seguintes: oligo ou anovulação, sinais clínicos ou bioquímicos de hiperandrogenismo e ovários policísticos à ultrassonografia, após exclusão de outras causas.
Os níveis de progesterona são baixos na SOP devido à anovulação crônica. A progesterona é produzida principalmente pelo corpo lúteo após a ovulação, e a ausência de ovulação impede sua formação e, consequentemente, a produção adequada desse hormônio.
O hiperandrogenismo na SOP, frequentemente exacerbado pela resistência à insulina, interfere no desenvolvimento folicular normal, levando à anovulação. Os androgênios elevados podem causar atresia folicular e impedir a seleção do folículo dominante, resultando em ciclos anovulatórios.
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