SOP: Critérios de Rotterdam e Diagnóstico em Mulheres Jovens

HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2020

Enunciado

Uma mulher de 22 anos de idade procurou o serviço de saúde com queixa de irregularidade menstrual, associada a hiperandrogenismo (acne e hisurtismo). Sua ultrassonografia apresentou útero com volume normal, eco endometrial sem alterações e ovários com volumes aumentados e padrão policístico.

Alternativas

  1. A) caso a paciente em questão não apresentasse irregularidade menstrual, o diagnóstico da síndrome dos ovários policísticos ainda poderia ser considerado.
  2. B) o critério ultrassonográfico é considerado como positivo na presença de ambos os ovários alterados. Caso a paciente em questão apresentasse apenas um ovário alterado, esse critério não seria positivo.
  3. C) o hiperandrogenismo é obrigatório para o diagnóstico da síndrome dos ovários policísticos.
  4. D) trata-se de paciente jovem. Sendo assim, não há a necessidade de se excluir outras patologias antes da confirmação de que ela tem o diagnóstico da síndrome dos ovários policísticos.
  5. E) a presença de acne só será valorizada caso a paciente apresente androgênios séricos aumentados.

Pérola Clínica

SOP: Diagnóstico pelos critérios de Rotterdam (2 de 3: oligo/anovulação, hiperandrogenismo, ovários policísticos USG).

Resumo-Chave

O diagnóstico da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é feito pelos critérios de Rotterdam, que exigem a presença de pelo menos dois dos três seguintes: oligo/anovulação (irregularidade menstrual), hiperandrogenismo clínico ou laboratorial, e ovários com morfologia policística na ultrassonografia. A ausência de um critério não exclui o diagnóstico se os outros dois estiverem presentes.

Contexto Educacional

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é um distúrbio endócrino comum que afeta mulheres em idade reprodutiva, caracterizado por uma combinação de irregularidades menstruais, hiperandrogenismo e morfologia ovariana policística. O diagnóstico é estabelecido pelos Critérios de Rotterdam, que exigem a presença de pelo menos dois dos três achados principais: oligo ou anovulação (manifestada por irregularidade menstrual), sinais clínicos ou bioquímicos de hiperandrogenismo (como hirsutismo, acne, alopecia) e ovários com morfologia policística na ultrassonografia. É fundamental ressaltar que a presença de todos os três critérios não é obrigatória para o diagnóstico. Por exemplo, uma paciente pode ter SOP com irregularidade menstrual e hiperandrogenismo, mas sem ovários policísticos na ultrassonografia, ou vice-versa. Além disso, a ultrassonografia de ovários policísticos em adolescentes pode ser um achado fisiológico, não sendo suficiente para o diagnóstico isoladamente. Antes de confirmar o diagnóstico de SOP, é imprescindível realizar o diagnóstico diferencial para excluir outras condições que podem mimetizar seus sintomas, como hiperplasia adrenal congênita não clássica, tumores produtores de androgênios, disfunção tireoidiana, hiperprolactinemia e síndrome de Cushing. O manejo da SOP é individualizado e visa tratar os sintomas predominantes, como irregularidade menstrual, infertilidade, hirsutismo e acne, além de abordar os riscos metabólicos associados.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP)?

Os critérios de Rotterdam exigem a presença de pelo menos dois dos três: oligo/anovulação, hiperandrogenismo (clínico ou laboratorial) e ovários policísticos na ultrassonografia, após exclusão de outras causas.

O hiperandrogenismo é sempre obrigatório para o diagnóstico de SOP?

Não, o hiperandrogenismo é um dos três critérios de Rotterdam. Se a paciente apresentar oligo/anovulação e ovários policísticos na ultrassonografia, o diagnóstico de SOP pode ser feito mesmo sem hiperandrogenismo.

É necessário excluir outras patologias antes de confirmar o diagnóstico de SOP em jovens?

Sim, é crucial excluir outras causas de hiperandrogenismo e irregularidade menstrual, como hiperplasia adrenal congênita não clássica, tumores produtores de androgênios, disfunção tireoidiana e hiperprolactinemia, antes de firmar o diagnóstico de SOP.

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