UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2024
A hiperinsulinemia é ocorrência bastante frequente nas pacientes com diagnóstico de síndrome dos ovários policístico (SOP). Pode-se afirmar, tendo em vista a fisiopatogenia da SOP, que a insulina pode interagir para piorar o quadro clínico da síndrome, já que:
Hiperinsulinemia na SOP ↓ SHBG hepática, ↑ androgênios livres, piorando o hiperandrogenismo.
A hiperinsulinemia, comum na SOP, contribui para o hiperandrogenismo ao reduzir a produção hepática de globulina carreadora de hormônios sexuais (SHBG), o que aumenta os níveis de androgênios livres e piora o quadro clínico da síndrome.
A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é um distúrbio endócrino complexo e heterogêneo, sendo a causa mais comum de anovulação crônica e hiperandrogenismo em mulheres em idade reprodutiva. Caracteriza-se por irregularidades menstruais, sinais de hiperandrogenismo (hirsutismo, acne, alopecia) e ovários policísticos na ultrassonografia. A resistência à insulina e a consequente hiperinsulinemia são componentes centrais da fisiopatogenia da SOP. A hiperinsulinemia desempenha um papel crucial na exacerbação do hiperandrogenismo na SOP. Em nível hepático, a insulina reduz a síntese da globulina carreadora de hormônios sexuais (SHBG), uma proteína que se liga aos androgênios, tornando-os inativos. Com menos SHBG, há um aumento da fração livre e biologicamente ativa dos androgênios, o que intensifica os sintomas como hirsutismo e acne. Além do efeito na SHBG, a insulina também pode atuar diretamente nos ovários, estimulando as células da teca a produzir mais androgênios, e pode potencializar a ação do hormônio luteinizante (LH). O manejo da SOP frequentemente inclui estratégias para melhorar a sensibilidade à insulina, como mudanças no estilo de vida e medicamentos, visando reduzir os níveis de androgênios e restaurar a ovulação.
A hiperinsulinemia na SOP contribui para o hiperandrogenismo principalmente ao reduzir a produção hepática de globulina carreadora de hormônios sexuais (SHBG). A diminuição da SHBG resulta em um aumento da fração livre e biologicamente ativa dos androgênios circulantes.
A SHBG (Sex Hormone-Binding Globulin) é uma proteína produzida no fígado que se liga aos hormônios sexuais, incluindo testosterona, tornando-os biologicamente inativos. Níveis reduzidos de SHBG, frequentemente observados na SOP devido à hiperinsulinemia, levam a um aumento dos androgênios livres, exacerbando os sintomas de hiperandrogenismo.
A insulina também pode ter um efeito direto nos ovários, aumentando a produção de androgênios pelas células da teca ovariana, e pode potencializar a ação do LH (Hormônio Luteinizante) nesse processo. No entanto, a redução da SHBG é um mecanismo-chave para o aumento dos androgênios livres.
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