INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2024
Uma mulher de 23 anos, nuligesta, apresenta ciclos menstruais regulares com duração de 4 a 6 dias em média. Ao exame físico, nota-se que a paciente é obesa, apresenta acne leve e discreta pilificação na face. Não há outros sinais de virilização grave ou de acantose nigricans. Ao ser questionada, ela diz que esses achados começaram na adolescência. Considerando a principal hipótese diagnóstica, foi solicitada ultrassonografia pélvica transvaginal que demonstrou mais de 20 folículos de 5mm e um volume ovariano de 13cm³. Diante do exposto, o diagnóstico mais provável desta paciente é:
SOP Fenótipo C = Hiperandrogenismo + Ovários Policísticos na USG (ciclos regulares).
O fenótipo C da SOP é caracterizado pela presença de hiperandrogenismo (clínico ou laboratorial) e ovários de aspecto policístico na ultrassonografia, mas com ciclos menstruais regulares. A paciente apresenta acne e pilificação (hiperandrogenismo) e USG com critérios de ovários policísticos, mesmo com ciclos regulares.
A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma endocrinopatia comum que afeta mulheres em idade reprodutiva, com prevalência de 5% a 10%. É uma das principais causas de infertilidade anovulatória e está associada a diversas comorbidades metabólicas e cardiovasculares, sendo crucial para a prática clínica e provas de residência. A fisiopatologia da SOP envolve uma complexa interação entre fatores genéticos e ambientais, resultando em hiperandrogenismo, disfunção ovulatória e resistência à insulina. O diagnóstico é estabelecido pelos Critérios de Rotterdam, que exigem a presença de pelo menos dois dos três achados: oligo/anovulação, hiperandrogenismo (clínico ou laboratorial) e ovários policísticos à ultrassonografia. A ultrassonografia é considerada positiva para ovários policísticos quando há 20 ou mais folículos antrais (2-9 mm) em pelo menos um ovário ou volume ovariano ≥10 cm³. A SOP é classificada em diferentes fenótipos. O fenótipo A (completo) inclui todos os três critérios. O fenótipo B apresenta oligo/anovulação e hiperandrogenismo. O fenótipo C, como no caso da questão, é caracterizado por hiperandrogenismo e ovários policísticos, mas com ciclos menstruais regulares. O fenótipo D apresenta oligo/anovulação e ovários policísticos. O tratamento é individualizado, focando nos sintomas predominantes e nas metas reprodutivas da paciente, podendo incluir contraceptivos orais, antiandrogênios, sensibilizadores de insulina e indutores de ovulação.
O diagnóstico de SOP é feito pelos Critérios de Rotterdam, que exigem a presença de pelo menos dois dos três: oligomenorreia/amenorreia, hiperandrogenismo (clínico ou laboratorial) e ovários policísticos à ultrassonografia.
O fenótipo C da SOP é caracterizado pela presença de hiperandrogenismo (clínico ou laboratorial) e ovários policísticos à ultrassonografia, mas com ciclos menstruais regulares, diferentemente dos fenótipos A e B que apresentam irregularidade menstrual.
A ultrassonografia transvaginal é um critério importante, definindo ovários policísticos pela presença de ≥20 folículos antrais (2-9 mm) em pelo menos um ovário ou volume ovariano ≥10 cm³.
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