HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2022
Uma mulher com 21 anos foi ao ginecologista para fazer consulta pré-nupcial. Não tinha nenhuma queixa menstrual ou de qualquer outra natureza. Nos exames solicitados, foram constatados, pela ultrassonografia, ovários micropolicísticos. Corretamente, o médico explicou o quadro e
Ovários micropolicísticos na USG sem sintomas → conduta observatória, não é SOP.
A presença de ovários micropolicísticos na ultrassonografia é um achado comum e, isoladamente, não é suficiente para o diagnóstico da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). Na ausência de sintomas clínicos ou laboratoriais (como irregularidade menstrual, hiperandrogenismo ou anovulação), a conduta mais adequada é a observação e reavaliação periódica.
A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma endocrinopatia complexa e heterogênea, sendo a causa mais comum de anovulação crônica em mulheres em idade reprodutiva. Seu diagnóstico é feito pelos Critérios de Rotterdam, que exigem a presença de pelo menos dois dos três achados: oligo/anovulação, hiperandrogenismo clínico (hirsutismo, acne, alopecia) ou laboratorial (testosterona elevada), e ovários policísticos à ultrassonografia (≥ 20 folículos de 2-9 mm em pelo menos um ovário e/ou volume ovariano > 10 mL), após exclusão de outras causas. É crucial entender que o achado isolado de ovários micropolicísticos na ultrassonografia é comum em mulheres férteis e assintomáticas, não sendo patognomônico de SOP. Estima-se que até 20-30% das mulheres sem SOP podem apresentar essa característica ultrassonográfica. Portanto, a presença de ovários micropolicísticos sem queixas clínicas de irregularidade menstrual ou hiperandrogenismo não configura o diagnóstico de SOP. Nesses casos, a conduta mais apropriada é a observação. O médico deve explicar à paciente que o achado ultrassonográfico não significa doença no momento, mas que é importante monitorar o surgimento de sintomas futuros que poderiam indicar o desenvolvimento de SOP. Não há indicação para indução de ovulação, inibidores de prolactina, medicamentos para resistência insulínica ou videolaparoscopia em uma paciente assintomática com apenas o achado ultrassonográfico.
Os Critérios de Rotterdam exigem a presença de pelo menos dois dos três achados: oligo/anovulação, hiperandrogenismo clínico ou laboratorial, e ovários policísticos à ultrassonografia, após exclusão de outras causas.
Não, o achado isolado de ovários micropolicísticos na ultrassonografia não é suficiente para o diagnóstico de SOP. É um achado comum em mulheres férteis e assintomáticas e deve ser correlacionado com a clínica e outros exames.
O tratamento é indicado quando a paciente apresenta sintomas associados à SOP, como irregularidade menstrual, infertilidade, hirsutismo ou alterações metabólicas. Em casos assintomáticos, a conduta é observatória.
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