Unioeste/HUOP - Hospital Universitário do Oeste do Paraná - Cascavel (PR) — Prova 2015
Paciente de 22 anos, casada, G0, menarca aos 13 anos, relata ciclos irregulares oligomenorreicos, com intervalos de 40 a 60 dias, desde que interrompeu contracepção para tentativa de gestação há 10 meses. Nega galactorreia, mas relata aumento de acne e apresenta pontuação de 12 na classificação de Ferriman e Gallwey. Nega ganho de peso nos últimos 2 anos. Sobre o caso, é CORRETO afirmar.
SOP: oligomenorreia + hiperandrogenismo (clínico/laboratorial) + ovários policísticos USG. Excluir outras causas.
A Síndrome dos Ovários Policísticos é um diagnóstico de exclusão. É fundamental afastar outras causas de hiperandrogenismo e disfunção ovulatória, como a hiperplasia adrenal congênita de início tardio, que pode mimetizar a SOP e requer dosagem de 17-alfahidroxiprogesterona.
A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma endocrinopatia comum que afeta mulheres em idade reprodutiva, caracterizada por disfunção ovulatória, hiperandrogenismo e ovários policísticos. Sua prevalência é significativa, tornando-a um tema recorrente em provas de residência e na prática clínica. O diagnóstico precoce e preciso é fundamental para o manejo adequado das manifestações e prevenção de complicações a longo prazo. O diagnóstico da SOP é de exclusão, baseado nos critérios de Rotterdam. É imperativo afastar outras condições que cursam com hiperandrogenismo e irregularidades menstruais, como a hiperplasia adrenal congênita de início tardio, tumores secretores de androgênios, hipotireoidismo e hiperprolactinemia. A dosagem de 17-alfahidroxiprogesterona é essencial para o rastreamento da HAC-NT, especialmente em pacientes com hirsutismo de início rápido ou grave. O hirsutismo é avaliado pela escala de Ferriman-Gallwey, e a acne e alopecia androgênica são manifestações clínicas importantes. O tratamento da SOP é individualizado, visando o alívio dos sintomas e a prevenção de complicações metabólicas e reprodutivas. Inclui mudanças no estilo de vida, contraceptivos orais combinados para regular o ciclo e tratar o hiperandrogenismo, e agentes sensibilizadores de insulina como a metformina. Para residentes, é crucial dominar os critérios diagnósticos, os diagnósticos diferenciais e as abordagens terapêuticas iniciais para garantir um manejo clínico eficaz.
O diagnóstico de SOP, pelos critérios de Rotterdam, requer a presença de pelo menos dois dos três achados: oligo e/ou anovulação, sinais clínicos ou bioquímicos de hiperandrogenismo, e ovários de aspecto policístico à ultrassonografia, após exclusão de outras causas.
A dosagem de 17-alfahidroxiprogesterona é crucial para afastar a hiperplasia adrenal congênita de início tardio (HAC-NT), uma condição que pode mimetizar a SOP com sintomas como hirsutismo e irregularidades menstruais, mas que exige tratamento específico.
Sim, a ultrassonografia transvaginal é um dos três critérios de Rotterdam. Embora a presença de oligo/anovulação e hiperandrogenismo seja forte indicativo, a imagem ovariana ajuda a confirmar o diagnóstico e a excluir outras patologias pélvicas.
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