SOP: Critérios de Rotterdam para Diagnóstico Preciso

UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2020

Enunciado

Considerando o consenso mais aceito para o diagnóstico da síndrome dos ovários policísticos (Critérios de Rotterdam), marque a alternativa correta no que diz respeito aos parâmetros clínicos avaliáveis.

Alternativas

  1. A) Hiperandrogenismo Clínico e/ou Laboratorial, LH em níveis maiores que FSH e critérios ultrassonográficos (imagem de ovários policísticos).
  2. B) LH em níveis 3 vezes maiores que FSH, Oligoamenorreia e critérios ultrassonográficos (imagem de ovários policísticos).
  3. C) LH em níveis maiores que FSH, Oligoamenorreia e critérios ultrassonográficos (imagem de ovários policísticos).
  4. D) Hiperandrogenismo Clínico e/ou Laboratorial, Oligoamenorreia e critérios ultrassonográficos (imagem de ovários policísticos).
  5. E) Hiperandrogenismo Clínico e/ou Laboratorial, LH em níveis maiores que FSH e Oligoamenorreia

Pérola Clínica

Critérios de Rotterdam SOP: 2 de 3 → Hiperandrogenismo (clínico/laboratorial), Oligo/Amenorreia, Ovários Policísticos USG.

Resumo-Chave

Para o diagnóstico de SOP pelos Critérios de Rotterdam, são necessários pelo menos dois dos três critérios: hiperandrogenismo (clínico ou laboratorial), disfunção ovulatória (oligo/amenorreia) e morfologia ovariana policística à ultrassonografia. É crucial excluir outras causas de hiperandrogenismo.

Contexto Educacional

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é um distúrbio endócrino complexo e heterogêneo, sendo a endocrinopatia mais comum em mulheres em idade reprodutiva, afetando cerca de 5-10% delas. Caracteriza-se por uma constelação de sintomas que incluem irregularidades menstruais, hiperandrogenismo e morfologia ovariana policística. O diagnóstico preciso é fundamental para o manejo adequado e prevenção de complicações a longo prazo. Os Critérios de Rotterdam, estabelecidos em 2003, são os mais amplamente aceitos para o diagnóstico da SOP. Para o diagnóstico, a mulher deve apresentar pelo menos dois dos três seguintes critérios, após a exclusão de outras condições que mimetizam a SOP (como hiperprolactinemia, disfunções tireoidianas, hiperplasia adrenal congênita não clássica e tumores produtores de androgênios): 1) Oligoamenorreia ou amenorreia (disfunção ovulatória); 2) Sinais clínicos (hirsutismo, acne, alopecia androgênica) e/ou bioquímicos (testosterona total ou livre elevada) de hiperandrogenismo; 3) Ovários com morfologia policística à ultrassonografia (≥12 folículos de 2-9 mm em cada ovário e/ou volume ovariano >10 cm³). É importante ressaltar que a presença isolada de ovários policísticos à ultrassonografia não é suficiente para o diagnóstico de SOP, pois é um achado comum em mulheres assintomáticas. Da mesma forma, a relação LH/FSH elevada, embora frequentemente presente na SOP, não é um critério diagnóstico. O manejo da SOP é individualizado e visa tratar os sintomas predominantes, como irregularidades menstruais, infertilidade, hirsutismo e as comorbidades metabólicas associadas, como resistência à insulina e risco cardiovascular.

Perguntas Frequentes

Quais são os três critérios de Rotterdam para o diagnóstico da SOP?

Os três critérios são: hiperandrogenismo (clínico e/ou laboratorial), disfunção ovulatória (oligoamenorreia ou amenorreia) e ovários policísticos à ultrassonografia.

Quantos critérios são necessários para diagnosticar SOP pelos Critérios de Rotterdam?

Para o diagnóstico de SOP pelos Critérios de Rotterdam, são necessários pelo menos dois dos três critérios mencionados, após exclusão de outras causas.

A relação LH/FSH é um critério diagnóstico para SOP?

Não, a relação LH/FSH elevada é um achado comum na SOP, mas não faz parte dos critérios diagnósticos de Rotterdam. O foco é no hiperandrogenismo, disfunção ovulatória e morfologia ovariana.

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