UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2021
Recomendações internacionais baseada em evidências da Síndrome dos Ovários Policísticos. Sobre as recomendações e manejo das pacientes com Síndrome dos Ovários Policísticos, qual alternativa é CORRETA?
SOP em adolescentes: USG ovariana não é critério diagnóstico nos primeiros 8 anos pós-menarca devido à fisiologia ovariana imatura.
Em adolescentes, os ovários podem apresentar morfologia policística fisiologicamente nos primeiros anos após a menarca, sem que isso signifique SOP. Portanto, o critério ultrassonográfico deve ser evitado nesse grupo para não levar a diagnósticos excessivos e tratamentos desnecessários.
A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma endocrinopatia comum que afeta mulheres em idade reprodutiva, caracterizada por disfunção ovulatória, hiperandrogenismo e morfologia ovariana policística. Sua prevalência é significativa, tornando o diagnóstico preciso fundamental para o manejo adequado e prevenção de complicações a longo prazo. O entendimento das diretrizes diagnósticas é crucial para residentes e estudantes de medicina. O diagnóstico de SOP é baseado nos Critérios de Rotterdam, que exigem a presença de pelo menos dois dos três seguintes: oligo/anovulação, hiperandrogenismo clínico (hirsutismo, acne grave, alopecia androgênica) ou laboratorial (testosterona livre elevada), e ovários policísticos à ultrassonografia. É vital excluir outras causas de hiperandrogenismo e irregularidade menstrual. Em adolescentes, a interpretação desses critérios requer cautela, especialmente em relação à ultrassonografia. O manejo da SOP é individualizado e visa controlar os sintomas, prevenir complicações metabólicas e cardiovasculares, e restaurar a fertilidade quando desejado. Inclui modificações no estilo de vida, contraceptivos orais combinados para regular o ciclo e tratar o hiperandrogenismo, e sensibilizadores de insulina como a metformina. A avaliação de fatores de risco cardiovascular é essencial, pois pacientes com SOP têm maior risco de síndrome metabólica, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.
Os critérios de Rotterdam incluem oligo/anovulação, hiperandrogenismo clínico ou laboratorial e ovários policísticos à ultrassonografia. Dois dos três são necessários, após exclusão de outras causas.
Em adolescentes, a morfologia ovariana pode ser naturalmente policística nos primeiros 8 anos pós-menarca devido à imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise-ovariano, o que pode levar a um diagnóstico falso-positivo de SOP.
As manifestações incluem irregularidade menstrual (oligo/amenorreia), sinais de hiperandrogenismo como hirsutismo e acne, e, em alguns casos, obesidade e resistência à insulina.
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