FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2020
Com relação a síndrome dos ovários policísticos (SOP) assinale a alternativa ERRADA.
SOP: ↑ pulsos de LH, não FSH. Critérios USG ASRM/ESHRE 2018: ≥20 folículos (2-9mm) e/ou volume ≥10cm³.
A fisiopatologia da SOP envolve disfunção do eixo hipotálamo-hipófise-ovário, com aumento da frequência e amplitude dos pulsos de LH, levando à hiperandrogenismo ovariano. A resistência à insulina também é um componente chave, exacerbando a disfunção hormonal.
A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma endocrinopatia comum que afeta mulheres em idade reprodutiva, caracterizada por hiperandrogenismo, disfunção ovulatória e morfologia ovariana policística. Sua prevalência é significativa, tornando-a um tema crucial na ginecologia e endocrinologia. O diagnóstico e manejo adequados são essenciais para prevenir complicações metabólicas e reprodutivas a longo prazo. A fisiopatologia da SOP é multifatorial, envolvendo uma complexa interação entre fatores genéticos e ambientais. Destacam-se a resistência à insulina, que leva à hiperinsulinemia compensatória, e a disfunção do eixo hipotálamo-hipófise-ovário, com aumento da frequência e amplitude dos pulsos de LH. Isso resulta em um ambiente hormonal que favorece a produção excessiva de андrogênios pelos ovários, contribuindo para as manifestações clínicas como hirsutismo, acne e distúrbios menstruais. O tratamento da SOP é individualizado e visa abordar os sintomas e prevenir complicações. Inclui modificações no estilo de vida, como dieta e exercícios, para combater a resistência à insulina e a obesidade. Terapias farmacológicas podem ser usadas para regular o ciclo menstrual (contraceptivos orais), reduzir o hiperandrogenismo (antiandrogênios) e induzir a ovulação (citrato de clomifeno, letrozol) em pacientes que desejam engravidar. O acompanhamento regular é fundamental para monitorar o perfil metabólico e cardiovascular.
Os critérios ultrassonográficos da ASRM/ESHRE de 2018 para SOP incluem a presença de 20 ou mais folículos com diâmetro médio de 2 a 9mm e/ou volume ovariano de 10cm³ ou mais em pelo menos um ovário.
Na SOP, há um aumento da frequência e amplitude dos pulsos de LH, que estimula excessivamente as células tecais a produzir androgênios. O FSH pode estar normal ou ligeiramente diminuído, resultando em uma relação LH/FSH elevada.
A resistência à insulina é um componente central da SOP, exacerbando o hiperandrogenismo ao aumentar a produção ovariana de androgênios e diminuir a síntese hepática de SHBG, elevando os níveis de testosterona livre.
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