UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2023
Mulher de 24 anos, assintomática, tem diagnóstico de síndrome dos ovários policísticos. Exame físico: IMC 29,8 Kg/m², PA 120x85 mmHg, circunferência da cintura 89 cm. Os riscos metabólicos e reprodutivos relacionados a doença são:
SOP: ↑ risco metabólico (pré-diabetes, apneia do sono) e reprodutivo (pré-eclâmpsia, câncer de endométrio).
A SOP é uma endocrinopatia complexa com manifestações que vão além da anovulação crônica. A resistência à insulina é central na fisiopatologia, contribuindo para os riscos metabólicos como pré-diabetes, dislipidemia e apneia do sono, além de aumentar o risco de complicações gestacionais como pré-eclâmpsia e diabetes gestacional, e de neoplasia de endométrio devido à exposição estrogênica sem oposição.
A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma das endocrinopatias mais comuns em mulheres em idade reprodutiva, caracterizada por hiperandrogenismo, disfunção ovulatória e morfologia ovariana policística. A identificação precoce e o manejo dos riscos associados são cruciais para a saúde a longo prazo dessas pacientes. A fisiopatologia da SOP é complexa, com a resistência à insulina desempenhando um papel central. Essa resistência contribui para o hiperandrogenismo e para uma série de disfunções metabólicas, como pré-diabetes, diabetes mellitus tipo 2, dislipidemia e hipertensão. Além disso, a anovulação crônica leva à exposição endometrial a estrogênios sem oposição, aumentando o risco de hiperplasia e câncer de endométrio. Durante a gestação, a SOP eleva o risco de complicações como pré-eclâmpsia e diabetes gestacional. O manejo da SOP é multifacetado, visando aliviar os sintomas, prevenir complicações e otimizar a fertilidade. Inclui mudanças no estilo de vida (dieta e exercícios), tratamento farmacológico para a resistência à insulina (ex: metformina), controle do hiperandrogenismo e indução da ovulação quando desejada. O acompanhamento regular é fundamental para monitorar e intervir precocemente nos riscos metabólicos e reprodutivos.
Os principais riscos metabólicos da SOP incluem pré-diabetes, diabetes mellitus tipo 2, dislipidemia, hipertensão arterial, obesidade e apneia obstrutiva do sono, todos relacionados à resistência à insulina.
A SOP aumenta o risco de câncer de endométrio devido à anovulação crônica, que resulta em exposição prolongada do endométrio a estrogênios sem a oposição da progesterona, levando à hiperplasia endometrial e, consequentemente, maior risco de malignidade.
Mulheres com SOP têm maior risco de complicações gestacionais como diabetes gestacional, pré-eclâmpsia, parto prematuro e aborto espontâneo, exigindo acompanhamento pré-natal cuidadoso.
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