PSU PRMMT - Processo Seletivo Unificado de Residência Médica do MT — Prova 2024
Nuligesta, 21 anos, mantém ciclos irregulares que ocorrem a cada 2-3 meses desde a menarca aos 12 anos. Nega atividade sexual nos últimos 2 anos e nunca fez uso de contraceptivos. É sedentária, nega comorbidades, tabagismo ou uso regular de medicamentos. Ao exame físico, presença de acne e seborreia, IMC = 27,65 kg/m², pontuação = 9 na escala de Ferriman-Gallwey; exames cardiopulmonar, abdominal e ginecológico sem anormalidades. Qual conduta propedêutica deve fazer parte da investigação deste quadro clínico?
SOP → hiperandrogenismo + disfunção ovulatória. Descartar HAC não clássica com 17-OHP.
O quadro clínico da paciente (oligomenorreia, hirsutismo, acne, obesidade) é sugestivo de SOP. No entanto, é fundamental excluir outras causas de hiperandrogenismo, como a Hiperplasia Adrenal Congênita (HAC) de início tardio, que pode mimetizar a SOP e é investigada pela dosagem de 17-alfa-hidroxiprogesterona.
A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é um distúrbio endócrino comum que afeta mulheres em idade reprodutiva, caracterizado por hiperandrogenismo, disfunção ovulatória e morfologia ovariana policística. Sua prevalência é significativa, e o diagnóstico precoce e preciso é fundamental para o manejo adequado das suas diversas manifestações, que incluem irregularidades menstruais, infertilidade, hirsutismo, acne e risco aumentado para síndrome metabólica. O diagnóstico da SOP é feito pelos critérios de Rotterdam, que exigem a presença de pelo menos dois dos três seguintes: oligo ou anovulação, hiperandrogenismo clínico (hirsutismo, acne) ou laboratorial (testosterona elevada), e ovários policísticos à ultrassonografia, após exclusão de outras causas. A fisiopatologia envolve uma interação complexa de fatores genéticos e ambientais, resultando em resistência à insulina e disfunção do eixo hipotálamo-hipófise-ovariano. É crucial realizar o diagnóstico diferencial para excluir outras condições que mimetizam a SOP. A Hiperplasia Adrenal Congênita Não Clássica (HACNC), por deficiência de 21-hidroxilase, é uma das mais importantes, sendo rastreada pela dosagem de 17-alfa-hidroxiprogesterona na fase folicular. Outras causas incluem tumores produtores de androgênios, síndrome de Cushing e disfunções tireoidianas. O tratamento da SOP é individualizado, focando nos sintomas predominantes e nas metas reprodutivas da paciente.
Os critérios de Rotterdam incluem dois dos três seguintes: oligo ou anovulação, sinais clínicos ou bioquímicos de hiperandrogenismo, e ovários policísticos à ultrassonografia (após exclusão de outras etiologias).
A dosagem de 17-alfa-hidroxiprogesterona é essencial para rastrear a Hiperplasia Adrenal Congênita Não Clássica (HACNC), uma condição que pode apresentar sintomas semelhantes à SOP devido à produção excessiva de androgênios.
Além da HACNC, devem ser consideradas tumores produtores de androgênios (ovarianos ou adrenais), síndrome de Cushing, hiperprolactinemia e disfunção tireoidiana.
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