UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2025
A obesidade infantil aumenta o aparecimento de morbidades associadas, entre elas a SOP (síndrome de ovários policísticos), cuja fisiopatologia tem anovulação crônica hiperandrogênica. Os achados laboratoriais para diagnóstico de SOP NÃO incluem
SOP → anovulação crônica + hiperandrogenismo. LH ↑, SHBG ↓, testosterona ↑, insulina ↑.
O diagnóstico laboratorial da SOP envolve a detecção de hiperandrogenismo (clínico ou laboratorial), disfunção ovulatória e exclusão de outras causas. A elevação do LH é um achado comum, enquanto a diminuição do LH não é esperada, tornando-a a alternativa incorreta.
A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma endocrinopatia comum que afeta mulheres em idade reprodutiva, caracterizada por anovulação crônica, hiperandrogenismo e morfologia ovariana policística. Sua prevalência é significativa, impactando a fertilidade, o metabolismo e a qualidade de vida. O reconhecimento precoce é crucial para o manejo adequado das comorbidades associadas. A fisiopatologia da SOP é complexa e multifatorial, envolvendo resistência à insulina, disfunção do eixo hipotálamo-hipófise-ovariano e produção excessiva de androgênios. Laboratorialmente, espera-se encontrar elevação da testosterona livre ou total, aumento da insulina (devido à resistência insulínica), e frequentemente uma relação LH/FSH elevada. A SHBG (globulina ligadora de hormônios sexuais) tende a estar diminuída, aumentando a fração livre dos androgênios. A 17-OH progesterona basal é geralmente normal, sendo elevada em casos de hiperplasia adrenal congênita não clássica, que é um importante diagnóstico diferencial. O tratamento da SOP é individualizado e visa controlar os sintomas e prevenir complicações a longo prazo, como diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Inclui modificações no estilo de vida (dieta e exercícios), anticoncepcionais orais combinados para regular o ciclo e tratar o hiperandrogenismo, metformina para resistência à insulina e indutores de ovulação para infertilidade. O prognóstico depende do manejo das comorbidades e da adesão ao tratamento.
O diagnóstico de SOP é feito pelos critérios de Rotterdam, que incluem dois dos três: oligo/anovulação, hiperandrogenismo (clínico ou laboratorial) e ovários policísticos à ultrassonografia, após exclusão de outras causas.
A resistência à insulina é uma característica central da SOP, contribuindo para o hiperandrogenismo ao aumentar a produção ovariana de androgênios e diminuir a síntese hepática de SHBG, elevando a testosterona livre.
É fundamental excluir outras causas de hiperandrogenismo e disfunção menstrual, como hiperplasia adrenal congênita não clássica, tumores produtores de androgênios, hiperprolactinemia e disfunção tireoidiana.
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