SOP: Critérios de Rotterdam para Diagnóstico Preciso

HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2022

Enunciado

São critérios para o diagnóstico de síndrome dos ovários policísticos:

Alternativas

  1. A) O diagnóstico é feito pela história de irregularidade menstrual e obesidade
  2. B) O diagnóstico é feito pela presença de hirsutismo e obesidade
  3. C) O diagnóstico é feito pela presença de dois dos três critérios seguintes: presença de ovários policísticos na ultrassonografia, sinais clínicos ou bioquímicos de hiperandrogenismo e oligoanovolução ou anovulação
  4. D) O diagnóstico é feito pela presença de dois dos três critérios seguintes: presença de ovários policísticos na ultrassonografia, sinais clínicos ou bioquímicos de resistência insulínica e oligoanovolução ou anovulação
  5. E) O diagnóstico é feito pela presença de obesidade, hirsutismo e acne

Pérola Clínica

SOP = 2 de 3 critérios de Rotterdam: hiperandrogenismo, oligo/anovulação, ovários policísticos USG.

Resumo-Chave

O diagnóstico da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é feito pelos Critérios de Rotterdam, que exigem a presença de pelo menos dois dos três seguintes: hiperandrogenismo (clínico ou laboratorial), oligoanovulação ou anovulação, e ovários policísticos à ultrassonografia.

Contexto Educacional

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é um distúrbio endócrino comum que afeta mulheres em idade reprodutiva, caracterizado por disfunção ovulatória, hiperandrogenismo e morfologia ovariana policística. É uma das principais causas de infertilidade anovulatória e está associada a riscos metabólicos e cardiovasculares. O diagnóstico preciso é fundamental para o manejo adequado e prevenção de complicações a longo prazo. A fisiopatologia da SOP envolve uma complexa interação de fatores genéticos e ambientais, resultando em resistência à insulina, hiperinsulinemia compensatória e aumento da produção de andrógenos pelos ovários. O diagnóstico é estabelecido pelos Critérios de Rotterdam (2003), que exigem a presença de pelo menos dois dos três seguintes: oligoanovulação ou anovulação, sinais clínicos ou bioquímicos de hiperandrogenismo e morfologia ovariana policística à ultrassonografia, após exclusão de outras etiologias. O tratamento da SOP é individualizado e visa controlar os sintomas e prevenir complicações. Inclui mudanças no estilo de vida (dieta e exercícios) para combater a resistência à insulina, contraceptivos orais combinados para regular o ciclo menstrual e tratar o hiperandrogenismo, antiandrogênicos para hirsutismo e acne, e indutores de ovulação para pacientes que desejam engravidar. O acompanhamento regular é essencial para monitorar e manejar as comorbidades associadas.

Perguntas Frequentes

Quais são os três critérios de Rotterdam para o diagnóstico de SOP?

Os três critérios são: 1) Oligoanovulação ou anovulação (irregularidade menstrual); 2) Sinais clínicos ou bioquímicos de hiperandrogenismo (hirsutismo, acne, alopecia, testosterona elevada); e 3) Ovários policísticos à ultrassonografia (≥12 folículos de 2-9mm ou volume ovariano >10mL em pelo menos um ovário).

É possível ter SOP sem ovários policísticos na ultrassonografia?

Sim, é possível. De acordo com os Critérios de Rotterdam, o diagnóstico de SOP pode ser feito com a presença de hiperandrogenismo e oligoanovulação, mesmo sem a imagem ultrassonográfica de ovários policísticos, desde que outras causas sejam excluídas.

Quais condições devem ser excluídas antes de diagnosticar SOP?

É fundamental excluir outras causas de hiperandrogenismo e irregularidade menstrual, como hiperplasia adrenal congênita não clássica, tumores secretores de andrógenos, síndrome de Cushing, hiperprolactinemia e disfunção tireoidiana, antes de confirmar o diagnóstico de SOP.

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