HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2025
Uma paciente de 35 anos, com diagnóstico de amenorreia secundária, apresenta-se com história de excesso de pelos (hirsutismo), acne e alopecia. A ultrassonografia transvaginal revela ovários com múltiplos cistos. Qual é o diagnóstico mais provável?
SOP = Amenorreia + Hiperandrogenismo (hirsutismo, acne) + Ovários policísticos USG.
A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é um distúrbio endócrino comum caracterizado por hiperandrogenismo, disfunção ovulatória (amenorreia ou oligomenorreia) e morfologia ovariana policística ao ultrassom. O diagnóstico é feito pelos critérios de Rotterdam.
A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é o distúrbio endócrino mais comum em mulheres em idade reprodutiva, com prevalência estimada em 5-10%. É uma condição heterogênea que se manifesta por uma combinação de disfunção ovulatória, hiperandrogenismo e morfologia ovariana policística. Sua importância clínica reside não apenas nos sintomas reprodutivos e estéticos, mas também nas implicações metabólicas e cardiovasculares a longo prazo. A fisiopatologia da SOP envolve uma complexa interação de fatores genéticos e ambientais, resultando em resistência à insulina, hiperinsulinemia compensatória e aumento da produção de andrógenos ovarianos e adrenais. O diagnóstico é clínico e laboratorial, baseado nos critérios de Rotterdam, que exigem a exclusão de outras endocrinopatias. A ultrassonografia transvaginal é fundamental para avaliar a morfologia ovariana. O manejo da SOP é multidisciplinar e visa controlar os sintomas, prevenir complicações e restaurar a fertilidade, se desejado. Inclui modificações no estilo de vida (dieta e exercício), contraceptivos orais combinados para regular o ciclo e tratar o hiperandrogenismo, metformina para resistência à insulina e indutores de ovulação para infertilidade.
Os critérios de Rotterdam exigem a presença de pelo menos dois dos três: oligo/anovulação, sinais clínicos ou bioquímicos de hiperandrogenismo e ovários policísticos à ultrassonografia, após exclusão de outras causas.
O tratamento do hirsutismo na SOP pode incluir contraceptivos orais combinados para suprimir a produção de andrógenos ovarianos e agentes antiandrogênicos como a espironolactona, além de métodos cosméticos.
As complicações a longo prazo da SOP incluem infertilidade, resistência à insulina, diabetes mellitus tipo 2, dislipidemia, hipertensão, apneia do sono e aumento do risco de câncer de endométrio devido à anovulação crônica.
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