HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2021
Paciente de 38 anos com obesidade grau 3, ciclos menstruais longos, com intervalos de até 4 meses sem menstruar. Ao ultrassom, ficam evidentes múltiplos microcistos ovarianos periféricos bilaterais. A melhor abordagem desse caso é:
SOP com oligomenorreia e microcistos → Anticoncepcional combinado oral para regular ciclos e sintomas de hiperandrogenismo.
A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma endocrinopatia comum. Em pacientes com oligomenorreia e múltiplos microcistos ovarianos, o anticoncepcional combinado oral é a melhor abordagem inicial para regular os ciclos menstruais, reduzir o hiperandrogenismo e proteger o endométrio contra hiperplasia.
A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma das endocrinopatias mais comuns em mulheres em idade reprodutiva, caracterizada por um conjunto de sinais e sintomas que incluem disfunção menstrual (oligomenorreia ou amenorreia), hiperandrogenismo (hirsutismo, acne, alopecia) e ovários com morfologia policística ao ultrassom. A obesidade e a resistência à insulina são frequentemente associadas e contribuem para a fisiopatologia da síndrome. O diagnóstico da SOP é feito com base nos critérios de Rotterdam, que exigem a presença de pelo menos dois dos três achados mencionados. O tratamento da SOP é individualizado e visa abordar os sintomas predominantes e as preocupações da paciente. Para mulheres que não desejam engravidar e apresentam irregularidades menstruais e/ou hiperandrogenismo, o anticoncepcional combinado oral é a primeira linha de tratamento. O anticoncepcional combinado oral atua regularizando os ciclos menstruais, suprimindo a produção de androgênios ovarianos e aumentando os níveis de globulina ligadora de hormônios sexuais (SHBG), o que reduz a testosterona livre e melhora os sintomas de hiperandrogenismo. Além disso, protege o endométrio contra o risco de hiperplasia e câncer endometrial associado à anovulação crônica. Para residentes, é essencial compreender a complexidade da SOP e a importância de uma abordagem terapêutica que considere tanto os sintomas quanto os riscos a longo prazo.
Os critérios de Rotterdam exigem a presença de pelo menos dois dos três: oligo/anovulação, sinais clínicos ou laboratoriais de hiperandrogenismo e ovários policísticos ao ultrassom, após exclusão de outras causas.
Ele regulariza os ciclos menstruais, suprime a produção de androgênios ovarianos (melhorando acne e hirsutismo) e protege o endométrio contra hiperplasia devido à anovulação crônica, oferecendo múltiplos benefícios.
A obesidade agrava a resistência à insulina, um fator chave na fisiopatologia da SOP, intensificando o hiperandrogenismo e a disfunção ovulatória. A perda de peso é fundamental e deve ser incentivada como parte do tratamento, melhorando a resposta a outras terapias.
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