FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2021
Paciente com 22 anos, obesa, procurou ginecologista devido a períodos longos sem menstruar. Apresentava acne e hirsutismo. Em relação à principal hipótese diagnóstica, pode-se presumir, corretamente:
SOP: Hiperandrogenismo + Resistência Insulínica → ↓ SHBG → ↑ Testosterona livre.
Na Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), a resistência insulínica leva à hiperinsulinemia, que inibe a produção hepática de SHBG (globulina ligadora de hormônios sexuais). A redução da SHBG aumenta a fração livre e biologicamente ativa dos androgênios, contribuindo para os sintomas de hirsutismo e acne.
A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma endocrinopatia comum que afeta mulheres em idade reprodutiva, com prevalência estimada entre 5% e 10%. É uma das principais causas de infertilidade anovulatória e apresenta um espectro de manifestações clínicas que incluem irregularidades menstruais, hiperandrogenismo (hirsutismo, acne, alopecia) e obesidade. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são cruciais para prevenir complicações a longo prazo, como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e câncer de endométrio. A fisiopatologia da SOP é complexa e multifatorial, envolvendo disfunção hipotalâmico-hipofisária, hiperandrogenismo ovariano e adrenal, e resistência insulínica. A resistência insulínica e a hiperinsulinemia compensatória desempenham um papel central, estimulando a produção de androgênios pelos ovários e diminuindo a síntese hepática de SHBG (globulina ligadora de hormônios sexuais), o que aumenta a fração livre e biologicamente ativa da testosterona. A relação LH/FSH pode estar aumentada, mas não é um critério diagnóstico obrigatório. O tratamento da SOP é individualizado e visa controlar os sintomas e prevenir complicações. Inclui mudanças no estilo de vida (dieta e exercícios), contraceptivos orais combinados para regularizar o ciclo e tratar o hiperandrogenismo, antiandrogênios e sensibilizadores de insulina como a metformina. O manejo da infertilidade pode envolver indutores de ovulação. A compreensão dos mecanismos hormonais, como a redução da SHBG, é fundamental para o raciocínio clínico e a escolha terapêutica.
Os critérios de Rotterdam incluem oligomenorreia ou anovulação crônica, sinais clínicos ou bioquímicos de hiperandrogenismo e ovários policísticos à ultrassonografia, após exclusão de outras causas.
A resistência insulínica, comum na SOP, leva à hiperinsulinemia. A insulina em excesso inibe a síntese hepática da SHBG (globulina ligadora de hormônios sexuais), resultando em maior disponibilidade de testosterona livre e, consequentemente, hiperandrogenismo.
A resistência insulínica é uma característica central da SOP, presente em cerca de 50-70% das mulheres com a síndrome. Ela contribui para a disfunção ovariana, hiperandrogenismo e aumento do risco de diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.
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