Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2015
Com relação à Síndrome dos Ovários Policísticos – SOP –, analise as afirmativas abaixo. I. A SOP é considerada um diagnóstico de exclusão. Para tanto, incluem-se entre os diagnósticos diferenciais o hipotireoidismo, a hiperprolactinemia, a hiperplasia adrenal congênita forma tardia e a síndrome de Cushing. II. O perfil lipídico clássico observado em mulheres com SOP se caracteriza por aumento da razão entre colesterol total e HDL e níveis reduzido de HDL. III. A metformina, uma das drogas utilizadas para SOP, reduz os níveis séricos de insulina, aumentando a gliconeogênese hepática. IV. A espironolactona, agente antiandrogênico, tem sua ação realizada através da inibição da 5α-redutase, afetando a conversão do pelo velus em terminal.V. Os níveis séricos elevados de Sulfato de Deidroepiandrosterona - SDHEA > 700μg/dl sugerem a presença de neoplasia ovariana e os níveis elevados de 17OH progesterona sugerem deficiência da enzima 21- hidroxilase, hiperplasia adrenal congênita forma tardia. Estão CORRETAS as afirmativas.
SOP = diagnóstico de exclusão; Metformina ↓ gliconeogênese hepática; Espironolactona inibe 5α-redutase.
A SOP é um diagnóstico de exclusão que requer a investigação de outras causas de hiperandrogenismo e irregularidade menstrual. O perfil lipídico clássico inclui HDL reduzido e aumento da razão colesterol total/HDL. A metformina atua reduzindo a produção hepática de glicose e melhorando a sensibilidade à insulina, enquanto a espironolactona bloqueia receptores androgênicos e inibe a 5α-redutase.
A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma endocrinopatia comum que afeta mulheres em idade reprodutiva, caracterizada por hiperandrogenismo, disfunção ovulatória e morfologia ovariana policística. Sua prevalência é significativa, tornando-a um tema central na ginecologia e endocrinologia. É crucial para residentes compreenderem que a SOP é um diagnóstico de exclusão, exigindo a investigação de outras condições que mimetizam seus sintomas. A fisiopatologia da SOP envolve resistência à insulina e hiperandrogenismo, que se retroalimentam. O diagnóstico é baseado nos critérios de Rotterdam, após exclusão de outras causas. A avaliação laboratorial deve incluir exames para descartar hipotireoidismo, hiperprolactinemia, hiperplasia adrenal congênita e síndrome de Cushing. O perfil lipídico clássico em mulheres com SOP frequentemente mostra redução do HDL e aumento da razão colesterol total/HDL, refletindo o risco cardiovascular associado. O tratamento da SOP é multifacetado, visando aliviar os sintomas e reduzir riscos a longo prazo. A metformina, um sensibilizador de insulina, é utilizada para melhorar a resistência à insulina, diminuindo a gliconeogênese hepática e os níveis de insulina. A espironolactona, um antiandrogênico, age bloqueando os receptores de androgênios e inibindo a 5α-redutase, reduzindo a conversão de testosterona em diidrotestosterona, o que é eficaz no tratamento do hirsutismo. É importante monitorar os níveis de SDHEA e 17OH progesterona para descartar neoplasias ou hiperplasia adrenal congênita, respectivamente.
Os principais diagnósticos diferenciais da SOP incluem hipotireoidismo, hiperprolactinemia, hiperplasia adrenal congênita forma tardia e síndrome de Cushing, sendo a SOP um diagnóstico de exclusão.
A metformina atua na SOP reduzindo os níveis séricos de insulina, diminuindo a gliconeogênese hepática e melhorando a sensibilidade à insulina nos tecidos periféricos.
Níveis séricos de SDHEA > 700μg/dl sugerem neoplasia adrenal, enquanto níveis elevados de 17OH progesterona sugerem deficiência da enzima 21-hidroxilase, indicando hiperplasia adrenal congênita forma tardia.
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