SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2021
A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é a uma das condições clínicas mais comuns dentre as disfunções endócrinas que afetam mulheres em idade reprodutiva, tendo sua prevalência variando de 6% a 16% dependendo da população estudada e do critério diagnóstico empregado. Referente a SOP, assinale a alternativa CORRETA:
SOP = fator de risco independente para DM2, mesmo sem obesidade, devido à resistência à insulina.
A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma endocrinopatia complexa associada a resistência à insulina, que aumenta o risco de diabetes mellitus tipo 2 (DM2) independentemente da presença de obesidade. Mudanças no estilo de vida são cruciais e afetam positivamente todos os aspectos da síndrome, incluindo ciclos menstruais e hiperandrogenismo.
A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é a endocrinopatia mais comum em mulheres em idade reprodutiva, com prevalência significativa. Caracteriza-se por uma constelação de sintomas que incluem disfunção menstrual (oligo-amenorreia), hiperandrogenismo (hirsutismo, acne, alopecia) e morfologia ovariana policística à ultrassonografia. Sua importância clínica reside não apenas nos sintomas reprodutivos e estéticos, mas também nas comorbidades metabólicas associadas. A fisiopatologia da SOP é complexa e multifatorial, com a resistência à insulina desempenhando um papel central. A hiperinsulinemia compensatória estimula a produção ovariana de androgênios e contribui para a disfunção folicular. O diagnóstico é feito pelos critérios de Rotterdam (2 de 3: oligo-anovulação, hiperandrogenismo clínico/laboratorial, ovários policísticos à USG), após exclusão de outras causas de hiperandrogenismo ou disfunção menstrual. O tratamento da SOP é individualizado e visa aliviar os sintomas e prevenir complicações a longo prazo. Mudanças no estilo de vida, como perda de peso e atividade física, são a primeira linha de tratamento, melhorando a resistência à insulina, a regularidade menstrual e o hiperandrogenismo. A SOP é um fator de risco independente para o desenvolvimento de diabetes mellitus tipo 2, mesmo em mulheres não obesas, devido à resistência à insulina subjacente. O manejo também pode incluir contraceptivos orais para regular ciclos e tratar hiperandrogenismo, e medicamentos para resistência à insulina ou infertilidade.
Os critérios de Rotterdam exigem a presença de pelo menos dois dos três seguintes: oligo-ovulação ou anovulação (oligo-amenorreia), sinais clínicos ou bioquímicos de hiperandrogenismo, e ovários policísticos à ultrassonografia, após exclusão de outras causas.
A resistência à insulina é uma característica central da SOP, levando à hiperinsulinemia compensatória. Essa hiperinsulinemia contribui para o hiperandrogenismo e aumenta o risco de desenvolver diabetes mellitus tipo 2, independentemente do peso corporal.
As medidas de estilo de vida incluem dieta balanceada com restrição calórica, atividade física regular e perda de peso. Essas intervenções melhoram a resistência à insulina, regularizam os ciclos menstruais e podem reduzir os sintomas de hiperandrogenismo.
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