CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2015
Mulher jovem apresenta-se com baixa visual unilateral e fotopsias. Ao exame, a reação de câmara anterior era mínima e, no fundo de olho, havia áreas esbranquiçadas e pequenas no polo posterior. A angiofluoresceinografia evidenciou hiperfluorescência precoce com impregnação tardia das lesões; o campo visual revelou aumento da mancha cega e o eletrorretinograma mostrou diminuição da amplitude da onda A. A paciente evoluiu com melhora espontânea do quadro. Qual o diagnóstico mais provável?
Baixa visual unilateral + pontos brancos + mancha cega aumentada + ERG alterado = MEWDS.
A MEWDS é uma síndrome inflamatória idiopática da retina externa e coroide, tipicamente unilateral e autolimitada, que afeta mulheres jovens após quadro viral.
A Síndrome dos Múltiplos Pontos Brancos Evanescentes (MEWDS) faz parte do grupo das 'White Dot Syndromes'. É uma doença inflamatória que atinge primariamente os fotorreceptores e o epitélio pigmentado da retina (EPR). Clinicamente, manifesta-se com fotopsias, escotomas e baixa visual súbita unilateral. A fisiopatologia exata é desconhecida, mas a associação com pródromos virais sugere um mecanismo imunomediado. A recuperação espontânea é a regra, o que a diferencia de outras coroidopatias mais agressivas como a Coroidite Serpiginosa ou a Birdshot, que exigem imunossupressão.
A MEWDS caracteriza-se pela presença de múltiplos pontos brancos pequenos (100-200 micra), profundos, localizados no polo posterior e média periferia. Um achado clássico é a aparência granular da fóvea (foveal granularity), que ajuda no diagnóstico diferencial.
O prognóstico é excelente. A grande maioria dos pacientes recupera a acuidade visual basal em um período de 2 a 10 semanas sem necessidade de tratamento específico, embora as alterações no campo visual e no ERG possam demorar um pouco mais para normalizar.
A angiofluoresceínografia mostra hiperfluorescência precoce em 'coroa' e impregnação tardia. O campo visual demonstra aumento da mancha cega desproporcional à perda visual. O ERG mostra redução da amplitude da onda A, indicando comprometimento dos fotorreceptores.
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