Síndrome de Dor Complexa Regional: Diagnóstico e Sinais

UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2023

Enunciado

Paciente do sexo feminino, 60 anos, fraturou seu punho esquerdo (escafoide e rádio distal) em uma queda. Um mês após a aplicação do gesso, ela desenvolveu dor em queimação na face radial do punho e dores agudas na palma da mão esquerda, que aumentavam com os movimentos do punho. A paciente também se queixa de sensibilidade excessiva a estímulos não nocivos e a estímulos nocivos na região volar e lateral do punho com inchaço moderado e eritema local. Ela teve dificuldade para reconhecer os dedos tocados com os olhos fechados e sentia que sua mão tinha o dobro do tamanho real. O diagnóstico a ser considerado é

Alternativas

  1. A) gota.
  2. B) pseudogota.
  3. C) síndrome de dor complexa regional.
  4. D) mononeuropatia múltipla.
  5. E) doença de Behçet.

Pérola Clínica

Fratura + dor desproporcional + alterações autonômicas/sensoriais/motoras = Síndrome Dor Complexa Regional.

Resumo-Chave

A Síndrome de Dor Complexa Regional (CRPS) é uma condição dolorosa crônica que geralmente afeta um membro após trauma ou cirurgia. Caracteriza-se por dor desproporcional ao evento inicial, acompanhada de alterações sensoriais, autonômicas, motoras e tróficas. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios de Budapeste.

Contexto Educacional

A Síndrome de Dor Complexa Regional (CRPS) é uma condição dolorosa crônica e debilitante que afeta um membro, geralmente após um trauma, cirurgia ou imobilização. É caracterizada por dor desproporcional ao evento inicial, acompanhada de disfunção sensorial, autonômica, motora e trófica. A prevalência é maior em mulheres e a idade média de início é por volta dos 40-60 anos, sendo uma condição importante a ser reconhecida na prática clínica. A fisiopatologia da CRPS é complexa e multifatorial, envolvendo mecanismos neuropáticos, inflamatórios e autonômicos. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado nos Critérios de Budapeste, que exigem a presença de dor persistente e desproporcional, além de sintomas e sinais em pelo menos três das quatro categorias: sensorial (hiperestesia, alodinia), vasomotor (assimetria de temperatura, alteração de cor da pele), sudomotor/edema (edema, sudorese anormal) e motor/trófico (fraqueza, tremor, distonia, alterações na pele/unhas/cabelos). A suspeita deve surgir quando a dor e os sintomas são desproporcionais ao trauma inicial. O tratamento da CRPS é multidisciplinar e deve ser iniciado precocemente para otimizar o prognóstico. Inclui fisioterapia, terapia ocupacional, farmacoterapia (analgésicos, antidepressivos, anticonvulsivantes, corticosteroides), bloqueios nervosos e, em casos refratários, neuromodulação. O objetivo é aliviar a dor, restaurar a função e melhorar a qualidade de vida do paciente, evitando a progressão da doença e suas complicações.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas da Síndrome de Dor Complexa Regional?

A CRPS manifesta-se com dor desproporcional ao evento inicial, alodinia, hiperalgesia, edema, alterações de temperatura e coloração da pele, e disfunção motora ou trófica no membro afetado.

Como é feito o diagnóstico da CRPS?

O diagnóstico da CRPS é clínico, baseado nos Critérios de Budapeste, que avaliam a presença de sintomas e sinais em quatro categorias: sensorial, vasomotor, sudomotor/edema e motor/trófico.

Qual a diferença entre CRPS tipo I e tipo II?

A CRPS tipo I ocorre sem lesão nervosa identificável, enquanto a CRPS tipo II é associada a uma lesão nervosa específica. Ambos os tipos apresentam sintomas semelhantes.

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