UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025
Mulher, 37 anos, internada por sepse, apresenta as seguintes alterações laboratoriais: T3 livre baixo; T4 livre normal e TSH normal. Pode-se afirmar que, no resultado dos exames laboratoriais, é esperado ainda:
Paciente crítico + T3 livre baixo + TSH normal = Síndrome do Doente Eutireoidiano (T3 reverso ↑).
Na Síndrome do Doente Eutireoidiano, o corpo reduz o metabolismo basal durante doenças graves, desviando a conversão de T4 para T3 reverso (inativo) em vez de T3.
A Síndrome do Doente Eutireoidiano reflete uma adaptação metabólica ao estresse sistêmico. O achado mais precoce e comum é a queda do T3 livre. Com o aumento da gravidade, o T4 livre também pode cair. O TSH permanece normal ou levemente reduzido, o que diferencia esta condição do hipotireoidismo primário (onde o TSH estaria elevado). O aumento do T3 reverso é o marcador laboratorial clássico que confirma o desvio da via metabólica periférica.
É uma alteração nos níveis de hormônios tireoidianos que ocorre durante doenças sistêmicas graves (sepse, trauma, IAM) sem que haja uma patologia intrínseca da glândula tireoide.
Ocorre uma inibição da enzima 5'-deiodinase tipo 1, que converte T4 em T3, e uma ativação da deiodinase tipo 3, que converte T4 em T3 reverso, uma forma metabolicamente inativa.
Não. A reposição de hormônio tireoidiano não demonstrou benefício clínico e pode ser prejudicial. O tratamento deve focar na doença de base (ex: sepse).
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