Síndrome de Dispersão Pigmentar: Diagnóstico e Riscos

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2015

Enunciado

Considerando-se os exames de biomicroscopia ultrassônica (UBM) e tomografia de segmento anterior assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Trata-se de aspecto ele íris em platô, sendo necessária a realização de iridoplastia.
  2. B) A doença relacionada com o achado é mais comum em brancos e estes pacientes têm risco aumentado ele descolamento de retina.
  3. C) Trata-se de aspecto de íris bombé, sendo necessária a realização de iridotomia prontamente.
  4. D) A hipertensão ocular relacionada com a doença em questão tem incidência maior após a sexta década ele vicia.

Pérola Clínica

Síndrome de dispersão pigmentar → concavidade da íris + risco ↑ descolamento de retina.

Resumo-Chave

A síndrome de dispersão pigmentar é marcada pelo contato iridocelular, resultando em deposição de pigmento no trabeculado e maior incidência de roturas retinianas em pacientes míopes e brancos.

Contexto Educacional

A síndrome de dispersão pigmentar (SDP) é uma causa importante de glaucoma secundário de ângulo aberto. A fisiopatologia envolve o 'bloqueio pupilar reverso', onde a pressão na câmara anterior excede a da câmara posterior, empurrando a íris contra as zônulas. O diagnóstico é clínico e auxiliado por exames de imagem como a UBM, que demonstra a concavidade iriana. O manejo foca no controle da pressão intraocular e no monitoramento rigoroso da periferia da retina, dada a alta prevalência de lesões predisponentes ao descolamento.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza a síndrome de dispersão pigmentar na UBM?

Na biomicroscopia ultrassônica (UBM), a síndrome de dispersão pigmentar caracteriza-se por uma configuração côncava da íris periférica, o que facilita o contato entre o epitélio pigmentar da íris e as zônulas do cristalino. Esse atrito mecânico leva à liberação de grânulos de pigmento na câmara anterior, que se depositam no endotélio corneano (fuso de Krukenberg) e na malha trabecular, podendo obstruir o escoamento do humor aquoso e elevar a pressão intraocular.

Por que pacientes com essa síndrome têm risco de descolamento de retina?

Pacientes com síndrome de dispersão pigmentar são frequentemente míopes, uma condição que por si só já predispõe a degenerações periféricas da retina. Além disso, estudos sugerem uma associação maior entre a dispersão de pigmento e a presença de degeneração em treliça (lattice) e roturas retinianas, o que eleva significativamente o risco de descolamento de retina regmatogênico em comparação com a população geral.

Qual o perfil epidemiológico do glaucoma pigmentar?

O glaucoma pigmentar, evolução da síndrome de dispersão pigmentar, acomete preferencialmente adultos jovens (20-40 anos), do sexo masculino e da raça branca. Diferente do glaucoma primário de ângulo aberto, sua incidência tende a diminuir após a sexta década de vida, pois o cristalino aumenta de volume com a idade, o que pode afastar a íris das zônulas e reduzir a liberação de pigmento.

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