Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2015
São intervenções terapêuticas utilizadas em casos de Síndrome da Disfunção Respiratória Aguda (SDRA) sob ventilação mecânica, EXCETO:
SDRA: Ventilação protetora (VC 4-6 mL/kg, Pplatô < 30) e balanço hídrico negativo são pilares; corticoterapia não é rotina.
O manejo da SDRA sob ventilação mecânica foca em estratégias protetoras para minimizar a lesão pulmonar induzida pelo ventilador (VILI), como baixo volume corrente e limitação da pressão de platô. O balanço hídrico restritivo também é crucial. A corticoterapia sistêmica não é uma intervenção terapêutica padrão e pode ser prejudicial em muitos casos.
A Síndrome da Disfunção Respiratória Aguda (SDRA) é uma condição grave de insuficiência respiratória hipoxêmica, caracterizada por inflamação pulmonar difusa e aumento da permeabilidade vascular, levando a edema pulmonar não cardiogênico. É uma causa comum de morbimortalidade em unidades de terapia intensiva, exigindo manejo ventilatório e de suporte complexo. A compreensão de suas intervenções terapêuticas é fundamental para residentes e intensivistas. O diagnóstico da SDRA é baseado nos critérios de Berlim, que incluem início agudo, hipoxemia (PaO2/FiO2 < 300 com PEEP ≥ 5 cmH2O), infiltrados bilaterais na radiografia de tórax e exclusão de insuficiência cardíaca como causa principal. A fisiopatologia envolve uma resposta inflamatória desregulada que danifica a barreira alvéolo-capilar, resultando em colapso alveolar e áreas de pulmão "baby lung". O tratamento da SDRA é primariamente de suporte, com foco na ventilação mecânica protetora, que inclui baixo volume corrente (4-6 mL/kg de peso ideal), limitação da pressão de platô (< 30 cmH2O) e PEEP otimizada. Outras estratégias incluem o balanço hídrico restritivo, pronação e, em casos refratários, ECMO. A corticoterapia não é recomendada de rotina, sendo seu uso restrito a situações específicas e controversas.
A ventilação protetora na SDRA baseia-se no uso de baixo volume corrente (4-6 mL/kg de peso ideal) e na limitação da pressão de platô (< 30 cmH2O) para evitar barotrauma e volutrauma, minimizando a lesão pulmonar induzida pelo ventilador.
Manter um balanço hídrico negativo ou euvolêmico é crucial na SDRA, pois o excesso de fluidos pode agravar o edema pulmonar e prejudicar a oxigenação, aumentando a mortalidade.
A corticoterapia não é uma indicação rotineira na SDRA. Seu uso é controverso e geralmente restrito a casos específicos, como SDRA refratária ou em fases tardias, após avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios.
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