HFA - Hospital das Forças Armadas (DF) — Prova 2016
De acordo com a Portaria nº 1.339/1999 do Ministério da Saúde, a exposição ocupacional ao iodo pode ser relacionada à seguinte doença ocupacional:
Exposição ocupacional a iodo → Síndrome de Disfunção Reativa das Vias Aéreas (RADS), conforme Portaria MS 1339/99.
A Portaria nº 1.339/1999 do Ministério da Saúde lista doenças relacionadas ao trabalho. A exposição a irritantes químicos, como o iodo, pode desencadear a Síndrome de Disfunção Reativa das Vias Aéreas (RADS), uma forma de asma ocupacional não alérgica, caracterizada por sintomas asmáticos após uma única exposição de alta intensidade.
A Portaria nº 1.339/1999 do Ministério da Saúde é um marco na medicina do trabalho brasileira, listando as doenças relacionadas ao trabalho e seus respectivos agentes etiológicos. A compreensão desta portaria é fundamental para o diagnóstico e a notificação de doenças ocupacionais, protegendo a saúde do trabalhador e orientando políticas públicas. A exposição ocupacional a substâncias como o iodo pode ter implicações além das esperadas, como a Síndrome de Disfunção Reativa das Vias Aéreas (RADS). A RADS é uma forma de asma não alérgica que se desenvolve após uma exposição única e de alta intensidade a um irritante químico, sem um período de latência prolongado. Diferente da asma ocupacional clássica, que pode ter um mecanismo alérgico e requerer exposições repetidas, a RADS é caracterizada por uma resposta inflamatória aguda e persistente das vias aéreas. O diagnóstico baseia-se na história de exposição e nos sintomas asmáticos persistentes, com evidência de obstrução reversível das vias aéreas. O tratamento da RADS é semelhante ao da asma, utilizando broncodilatadores e corticosteroides inalatórios, e em casos mais graves, sistêmicos. A prevenção é crucial, envolvendo o controle da exposição aos irritantes químicos no ambiente de trabalho. Para residentes, é vital reconhecer a importância da anamnese ocupacional detalhada e a relação entre agentes químicos e patologias respiratórias, a fim de realizar um diagnóstico preciso e implementar medidas preventivas e terapêuticas adequadas.
A RADS se manifesta com sintomas de asma, como tosse, sibilância, dispneia e aperto no peito, que surgem rapidamente após uma exposição única e de alta intensidade a um irritante químico.
A portaria estabelece a lista de doenças relacionadas ao trabalho, categorizando-as por agente etiológico ou fator de risco e pela doença correspondente, servindo como referência para o diagnóstico e nexo causal.
Diversos irritantes químicos podem desencadear RADS, incluindo cloro, amônia, dióxido de enxofre, ácidos fortes e fumaças de combustão, todos capazes de causar lesão aguda nas vias aéreas.
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