UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Sobre a tensão pré-menstrual e a síndrome disfórica pré-menstrual, assinale a opção incorreta
SDPM: IRSS são 1ª linha, estabilizadores de humor NÃO são tratamento padrão.
A Síndrome Disfórica Pré-Menstrual (SDPM) é uma forma grave de TPM, caracterizada por sintomas emocionais e físicos que interferem significativamente na vida da mulher. O tratamento de primeira linha são os Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (IRSS), que podem ser usados continuamente ou na fase lútea. Estabilizadores de humor não são o tratamento padrão para SDPM.
A Tensão Pré-Menstrual (TPM) e a Síndrome Disfórica Pré-Menstrual (SDPM) são condições que afetam milhões de mulheres em idade reprodutiva, caracterizadas por sintomas físicos e emocionais que ocorrem na fase lútea do ciclo menstrual e regridem com o início da menstruação. A SDPM é considerada uma forma mais grave da TPM, com critérios diagnósticos específicos que incluem a presença de pelo menos cinco sintomas, sendo um deles de humor (depressão, ansiedade, labilidade afetiva, irritabilidade), e um impacto significativo na qualidade de vida. A fisiopatologia de ambas as condições ainda não é totalmente compreendida, mas acredita-se que envolva uma resposta anormal do cérebro às flutuações hormonais normais do ciclo menstrual, especialmente estrogênio e progesterona, afetando neurotransmissores como a serotonina e GABA. Os níveis de FSH, LH, TSH e prolactina são geralmente normais, o que reforça a ideia de uma sensibilidade alterada e não de uma disfunção hormonal primária. O tratamento da SDPM tem como primeira linha os Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (IRSS), que podem ser administrados de forma contínua ou apenas na fase lútea. A melhora dos sintomas com IRSS pode ser observada em 24 a 48 horas para alguns sintomas. Anticoncepcionais orais combinados, especialmente aqueles com drospirenona, são uma alternativa eficaz ao suprimir a ovulação. Estabilizadores de humor não são o tratamento padrão para SDPM, sendo reservados para casos específicos ou comorbidades psiquiátricas.
A principal diferença reside na gravidade e no impacto funcional. A SDPM é uma forma mais grave de TPM, com sintomas emocionais e físicos intensos que causam sofrimento significativo e comprometem as atividades sociais, laborais e relacionamentos da paciente.
Os IRSS atuam aumentando a disponibilidade de serotonina no cérebro, um neurotransmissor que desempenha um papel crucial na regulação do humor, sono e apetite. Acredita-se que mulheres com SDPM tenham uma sensibilidade anormal às flutuações hormonais, afetando o sistema serotoninérgico.
Além dos IRSS, outras opções incluem anticoncepcionais orais combinados (especialmente aqueles com drospirenona), que podem suprimir a ovulação e estabilizar os níveis hormonais. Modificações no estilo de vida, como dieta, exercícios e técnicas de manejo do estresse, também são importantes.
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