SDPM e TPM: Diferenças e Tratamento com IRSS

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021

Enunciado

Sobre a tensão pré-menstrual e a síndrome disfórica pré-menstrual, assinale a opção incorreta

Alternativas

  1. A) O tratamento com inibidores seletivos da recaptação da serotonina (IRSS) deve resultar em melhora dos sintomas dentro de 24 a 48 horas.
  2. B) Os níveis de FSH, LH, TSH e prolactina são normais nas pacientes com tensão pré-menstrual, por isso, essa patologia ainda tem origem incerta.
  3. C) O bloqueio do eixo hipotálamo-hipófise-ovário com anticoncepcionais orais pode ser uma alternativa terapêutica, principalmente se não houver sangramento de privação.
  4. D) A diferença entre tensão pré-menstrual e síndrome disfórica está no fato de a última cursar com comprometimento das funções sociais e laborais da paciente.
  5. E) O tratamento da síndrome disfórica deve ser feito com inibidores da receptação seletiva de serotonina (IRSS) conjuntamente com estabilizadores do humor, já que existe um risco de atitudes de agressão interpessoal.

Pérola Clínica

SDPM: IRSS são 1ª linha, estabilizadores de humor NÃO são tratamento padrão.

Resumo-Chave

A Síndrome Disfórica Pré-Menstrual (SDPM) é uma forma grave de TPM, caracterizada por sintomas emocionais e físicos que interferem significativamente na vida da mulher. O tratamento de primeira linha são os Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (IRSS), que podem ser usados continuamente ou na fase lútea. Estabilizadores de humor não são o tratamento padrão para SDPM.

Contexto Educacional

A Tensão Pré-Menstrual (TPM) e a Síndrome Disfórica Pré-Menstrual (SDPM) são condições que afetam milhões de mulheres em idade reprodutiva, caracterizadas por sintomas físicos e emocionais que ocorrem na fase lútea do ciclo menstrual e regridem com o início da menstruação. A SDPM é considerada uma forma mais grave da TPM, com critérios diagnósticos específicos que incluem a presença de pelo menos cinco sintomas, sendo um deles de humor (depressão, ansiedade, labilidade afetiva, irritabilidade), e um impacto significativo na qualidade de vida. A fisiopatologia de ambas as condições ainda não é totalmente compreendida, mas acredita-se que envolva uma resposta anormal do cérebro às flutuações hormonais normais do ciclo menstrual, especialmente estrogênio e progesterona, afetando neurotransmissores como a serotonina e GABA. Os níveis de FSH, LH, TSH e prolactina são geralmente normais, o que reforça a ideia de uma sensibilidade alterada e não de uma disfunção hormonal primária. O tratamento da SDPM tem como primeira linha os Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (IRSS), que podem ser administrados de forma contínua ou apenas na fase lútea. A melhora dos sintomas com IRSS pode ser observada em 24 a 48 horas para alguns sintomas. Anticoncepcionais orais combinados, especialmente aqueles com drospirenona, são uma alternativa eficaz ao suprimir a ovulação. Estabilizadores de humor não são o tratamento padrão para SDPM, sendo reservados para casos específicos ou comorbidades psiquiátricas.

Perguntas Frequentes

Qual a principal diferença entre Tensão Pré-Menstrual (TPM) e Síndrome Disfórica Pré-Menstrual (SDPM)?

A principal diferença reside na gravidade e no impacto funcional. A SDPM é uma forma mais grave de TPM, com sintomas emocionais e físicos intensos que causam sofrimento significativo e comprometem as atividades sociais, laborais e relacionamentos da paciente.

Por que os Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (IRSS) são eficazes no tratamento da SDPM?

Os IRSS atuam aumentando a disponibilidade de serotonina no cérebro, um neurotransmissor que desempenha um papel crucial na regulação do humor, sono e apetite. Acredita-se que mulheres com SDPM tenham uma sensibilidade anormal às flutuações hormonais, afetando o sistema serotoninérgico.

Quais são as opções de tratamento para a SDPM além dos IRSS?

Além dos IRSS, outras opções incluem anticoncepcionais orais combinados (especialmente aqueles com drospirenona), que podem suprimir a ovulação e estabilizar os níveis hormonais. Modificações no estilo de vida, como dieta, exercícios e técnicas de manejo do estresse, também são importantes.

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