MedEvo Simulado — Prova 2025
Maria, 62 anos, sexo feminino, é admitida na emergência com quadro de confusão mental progressiva e náuseas há 3 dias. Exames laboratoriais iniciais revelam sódio plasmático de 108 mEq/L. O tratamento para a hiponatremia grave é iniciado. Após 48 horas de correção, o sódio plasmático atinge 140 mEq/L. No entanto, a paciente desenvolve disartria, disfagia e paresia flácida progressiva dos quatro membros, com reflexos osteotendíneos diminuídos. Qual é o exame de imagem mais adequado para confirmar a suspeita diagnóstica e avaliar a extensão das lesões neurológicas neste caso?
Correção rápida de hiponatremia grave → Síndrome de desmielinização osmótica (SDO), visível na RM de encéfalo.
A correção muito rápida da hiponatremia crônica pode levar à Síndrome de Desmielinização Osmótica (SDO), uma complicação neurológica grave. Os sintomas incluem disartria, disfagia e paresia, refletindo lesões desmielinizantes no tronco cerebral e outras áreas. A Ressonância Magnética de encéfalo é o exame de escolha para confirmar o diagnóstico.
A hiponatremia é um distúrbio eletrolítico comum, especialmente em pacientes hospitalizados, e sua correção inadequada pode levar a complicações graves. A hiponatremia crônica grave é particularmente perigosa, pois o cérebro se adapta à hiposmolaridade, e uma correção rápida pode causar um desequilíbrio osmótico agudo. A Síndrome de Desmielinização Osmótica (SDO), também conhecida como mielinólise pontina central, é uma complicação neurológica devastadora da correção excessivamente rápida da hiponatremia. A fisiopatologia envolve a rápida entrada de água nas células cerebrais durante a hiponatremia, seguida pela saída abrupta de água e solutos orgânicos durante a correção, levando à desidratação e desmielinização neuronal. Os sintomas neurológicos geralmente aparecem dias após a correção. O diagnóstico da SDO é clínico, baseado na história de hiponatremia e sua correção, e confirmado por exames de imagem. A Ressonância Magnética de encéfalo é o padrão-ouro, evidenciando lesões hiperintensas em T2 e FLAIR, classicamente na ponte, mas também em outras regiões extrapontinas. O tratamento é de suporte, e a prevenção é fundamental, com monitoramento rigoroso e correção lenta do sódio.
Os principais fatores de risco incluem hiponatremia crônica grave, correção muito rápida do sódio plasmático (geralmente >10-12 mEq/L em 24h ou >18 mEq/L em 48h), alcoolismo, desnutrição e doença hepática avançada.
A RM de encéfalo é superior à TC para detectar as lesões desmielinizantes típicas da SDO, especialmente no tronco cerebral (mielinólise pontina central), que podem não ser visíveis na TC.
A prevenção envolve a correção gradual do sódio, com taxas de aumento que não excedam 8-10 mEq/L nas primeiras 24 horas e 18 mEq/L nas primeiras 48 horas, monitorando de perto os níveis séricos de sódio.
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