HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2022
Assinale a alternativa incorreta quanto a Síndrome do Desfiladeiro Torácico (SDT):
O tratamento inicial da Síndrome do Desfiladeiro Torácico é conservador, com fisioterapia e manejo da dor.
A conduta inicial para a Síndrome do Desfiladeiro Torácico é quase sempre conservadora, focando em fisioterapia para fortalecer a musculatura e melhorar a postura, além de manejo da dor. A cirurgia é reservada para casos refratários ao tratamento conservador ou com evidência de compressão vascular grave.
A Síndrome do Desfiladeiro Torácico (SDT) é uma condição complexa que envolve a compressão de estruturas neurovasculares (plexo braquial, artéria e veia subclávia) na região do desfiladeiro torácico, um espaço anatômico delimitado pela clavícula, primeira costela e músculos escalenos. A etiologia pode ser congênita (costela cervical, anomalias musculares) ou adquirida (trauma, má postura, hipertrofia muscular). Os sintomas da SDT são variados e dependem da estrutura mais afetada. Em mais de 90% dos casos, predominam as manifestações neurais, como dor, parestesias, dormência e fraqueza nos membros superiores, que podem ser exacerbadas por movimentos específicos do braço ou cabeça. Sintomas vasculares, como isquemia (palidez, frieza) ou edema (cianose, inchaço), são menos comuns, mas mais graves. O diagnóstico é primariamente clínico, com testes provocativos como o teste de Adson, que busca reproduzir os sintomas pela compressão da artéria subclávia e do plexo braquial. É crucial para residentes compreender que, apesar da gravidade potencial dos sintomas, a conduta inicial de tratamento para a SDT é quase sempre conservadora. Isso inclui fisioterapia para fortalecer os músculos do ombro e pescoço, melhorar a postura, alongar os escalenos e peitorais, além de manejo da dor com analgésicos e anti-inflamatórios. A cirurgia, que envolve a descompressão do desfiladeiro torácico (por exemplo, ressecção da primeira costela ou liberação dos escalenos), é reservada para pacientes que não respondem ao tratamento conservador após um período adequado (geralmente 3-6 meses) ou em casos de compressão vascular grave e progressiva.
Os sintomas variam dependendo da estrutura comprimida, mas mais de 90% dos casos apresentam manifestações neurais, como dor, parestesia e fraqueza no braço e mão. Pode haver também sintomas vasculares, como isquemia ou edema.
O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico, incluindo testes provocativos como o teste de Adson. Exames complementares (eletroneuromiografia, ultrassom, angioressonância) podem auxiliar na confirmação e exclusão de outras causas.
A cirurgia é considerada para pacientes com sintomas persistentes e incapacitantes que não respondem a um programa de tratamento conservador bem conduzido por pelo menos 3 a 6 meses, ou em casos de compressão vascular grave e progressiva.
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