Síndrome do Desfiladeiro Torácico: Diagnóstico e Manejo

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2025

Enunciado

A Síndrome do Desfiladeiro Torácico (SDT) pode causar compressão de estruturas neurovasculares, levando a sintomas variados e manejo diferenciado. A alternativa abaixo que descreve corretamente um aspecto clínico, diagnóstico ou terapêutico da SDT é:

Alternativas

  1. A) O teste de Adson avalia a compressão da veia subclávia no espaço costoclavicular ao pedir que o paciente rotacione o pescoço para o lado oposto ao acometido.
  2. B) A síndrome de Paget-Schroetter, relacionada à SDT venosa, é caracterizada por sintomas neurológicos progressivos devido à compressão do plexo braquial.
  3. C) A abordagem inicial para SDT neurogênica envolve fisioterapia e eliminação de fatores desencadeantes, como trauma repetitivo e trabalho mecânico do membro superior.
  4. D) A SDT neurogênica é confirmada clinicamente, dispensando exames complementares, como testes de condução nervosa.
  5. E) O manejo cirúrgico é indicado para todos os pacientes com SDT neurogênica, independentemente da resposta ao tratamento conservador.

Pérola Clínica

SDT neurogênica → 1ª linha: Fisioterapia + Mudança postural; Cirurgia apenas se falha clínica.

Resumo-Chave

A SDT neurogênica representa >90% dos casos e deve ser manejada inicialmente com conservadorismo, focando no fortalecimento da cintura escapular.

Contexto Educacional

A Síndrome do Desfiladeiro Torácico (SDT) ocorre pela compressão de estruturas neurovasculares na transição entre o pescoço e a axila. Os três principais locais de compressão são o triângulo escaleno, o espaço costoclavicular e o espaço subcoracoide. A forma neurogênica é a mais prevalente, frequentemente associada a traumas repetitivos ou variações anatômicas como costelas cervicais. O diagnóstico é eminentemente clínico, embora a eletroneuromiografia e exames de imagem (angio-TC ou angio-RM) ajudem a excluir diagnósticos diferenciais ou confirmar compressões vasculares. O tratamento inicial da SDT neurogênica foca na reabilitação física para descompressão dos espaços anatômicos, enquanto as formas vasculares frequentemente exigem intervenção cirúrgica ou endovascular precoce.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre SDT neurogênica e vascular?

A SDT neurogênica envolve a compressão do plexo braquial, manifestando-se com dor, parestesia e fraqueza no membro superior. A SDT vascular divide-se em venosa (Síndrome de Paget-Schroetter), com edema e cianose por trombose da veia subclávia, e arterial, com isquemia, palidez e redução de pulsos por compressão da artéria subclávia.

Como realizar o Teste de Adson?

O paciente deve estender o pescoço e rotacionar a cabeça para o lado ipsilateral (testado) enquanto realiza uma inspiração profunda. O examinador palpa o pulso radial; a diminuição ou desaparecimento do pulso sugere compressão da artéria subclávia no triângulo escaleno.

Quando indicar cirurgia na SDT neurogênica?

A cirurgia (geralmente ressecção da primeira costela ou escalenectomia) é reservada para casos de SDT neurogênica refratários a pelo menos 3-6 meses de fisioterapia intensiva ou em casos de déficits neurológicos progressivos e incapacitantes.

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