FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2015
A síndrome do desconforto respiratório ocorre principamente em recém-nascidos prematuros, e sua incidência é inversamente proporcional à idade gestacional e ao peso de nascimento. A deficiência de surfactante (diminuição da produção e secreção) é a principal causa. Desse modo, a deficiência na síntese ou liberação de surfactante, juntamente com unidades respiratórias pequenas e parede torácica complacente, produz atelectasia, o que ocasiona:
SDR: deficiência surfactante → atelectasia → perfusão sem ventilação (shunt) → hipoxemia.
A deficiência de surfactante na Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR) leva à atelectasia alveolar, ou seja, colapso dos alvéolos. Isso resulta em áreas pulmonares que são perfundidas (recebem sangue) mas não ventiladas (não recebem ar), criando um shunt intrapulmonar e causando hipoxemia grave.
A Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR), também conhecida como Doença da Membrana Hialina, é uma das principais causas de morbimortalidade em recém-nascidos prematuros. Sua incidência é inversamente proporcional à idade gestacional e ao peso de nascimento, sendo um desafio comum na neonatologia. Para residentes, compreender a fisiopatologia é fundamental para o manejo adequado. A principal causa da SDR é a deficiência de surfactante pulmonar, uma substância lipoproteica que reduz a tensão superficial alveolar e impede o colapso dos alvéolos. A imaturidade pulmonar dos prematuros resulta em produção e secreção insuficientes de surfactante. Essa deficiência, combinada com unidades respiratórias pequenas e uma parede torácica complacente, leva à atelectasia progressiva. A atelectasia, por sua vez, causa uma desproporção ventilação/perfusão (V/Q), onde há perfusão de alvéolos não ventilados (shunt intrapulmonar), resultando em hipoxemia grave. O tratamento da SDR inclui a administração de surfactante exógeno, suporte ventilatório (CPAP, ventilação mecânica) e medidas de suporte geral. A prevenção é feita com corticoesteroides antenatais para gestantes com risco de parto prematuro. O prognóstico melhorou significativamente com os avanços terapêuticos, mas complicações como displasia broncopulmonar ainda podem ocorrer. É crucial para o residente reconhecer os sinais precoces e iniciar o tratamento rapidamente.
O surfactante é crucial para reduzir a tensão superficial nos alvéolos, prevenindo seu colapso (atelectasia) ao final da expiração. Sua deficiência leva à SDR, especialmente em prematuros.
A atelectasia faz com que áreas do pulmão sejam perfundidas (recebam sangue) mas não ventiladas (não recebam oxigênio), criando um shunt intrapulmonar. O sangue passa pelos pulmões sem ser oxigenado, resultando em hipoxemia.
A incidência de SDR é inversamente proporcional à idade gestacional; quanto mais prematuro o recém-nascido, maior o risco de desenvolver SDR devido à imaturidade pulmonar e menor produção de surfactante.
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