PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2023
Os recém-nascidos prematuros que não possuem quantidades adequadas de surfactante podem desenvolver insuficiência respiratória grave. Nesse cenário, o que acontece com a tensão superficial alveolar e a complacência pulmonar, respectivamente?
Deficiência de surfactante em prematuros → ↑ Tensão superficial alveolar e ↓ Complacência pulmonar.
A ausência de surfactante nos alvéolos de prematuros aumenta a tensão superficial da interface ar-líquido, dificultando a expansão pulmonar e levando ao colapso alveolar. Isso resulta em uma redução significativa da complacência pulmonar, exigindo maior pressão para ventilar os pulmões.
A Síndrome do Desconforto Respiratório do Recém-Nascido (SDRN), ou Doença da Membrana Hialina, é uma das principais causas de morbimortalidade em prematuros, diretamente relacionada à imaturidade pulmonar e à deficiência de surfactante. A incidência é inversamente proporcional à idade gestacional, sendo mais comum em bebês nascidos antes de 34 semanas. Compreender a fisiopatologia é crucial para o manejo adequado e a prevenção de complicações. A ausência ou produção inadequada de surfactante pulmonar leva a um aumento significativo da tensão superficial nos alvéolos. Isso faz com que os alvéolos tendam a colapsar ao final da expiração (atelectasia), exigindo um esforço respiratório muito maior para reabri-los a cada inspiração. Consequentemente, a complacência pulmonar, que é a capacidade do pulmão de se expandir em resposta a uma mudança de pressão, diminui drasticamente. O diagnóstico é clínico, com suporte radiológico (padrão reticulogranular difuso e broncogramas aéreos). O tratamento da SDRN envolve a administração de surfactante exógeno, suporte ventilatório (CPAP ou ventilação mecânica) e medidas de suporte geral. A prevenção é fundamental, com a administração de corticosteroides antenatais a gestantes com risco de parto prematuro, que aceleram a maturação pulmonar fetal e a produção de surfactante endógeno. O prognóstico melhorou significativamente com os avanços terapêuticos, mas complicações como displasia broncopulmonar ainda são desafios.
Os sinais incluem taquipneia, gemência, retração intercostal e subcostal, batimento de asas nasais e cianose, caracterizando a Síndrome do Desconforto Respiratório do Recém-Nascido (SDRN).
O surfactante pulmonar, uma mistura de lipídios e proteínas, reduz a tensão superficial na interface ar-líquido dos alvéolos, prevenindo seu colapso ao final da expiração e facilitando a expansão pulmonar.
A deficiência de surfactante aumenta a tensão superficial alveolar, tornando os pulmões mais rígidos e difíceis de expandir, o que resulta em uma redução drástica da complacência pulmonar.
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