Surfactante em Prematuros: Impacto na Tensão e Complacência

PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2023

Enunciado

Os recém-nascidos prematuros que não possuem quantidades adequadas de surfactante podem desenvolver insuficiência respiratória grave. Nesse cenário, o que acontece com a tensão superficial alveolar e a complacência pulmonar, respectivamente?

Alternativas

  1. A)  Reduzida; reduzida. 
  2. B)  Aumentada; aumentada. 
  3. C) Aumentada; reduzida. 
  4. D) Reduzida; aumentada. 

Pérola Clínica

Deficiência de surfactante em prematuros → ↑ Tensão superficial alveolar e ↓ Complacência pulmonar.

Resumo-Chave

A ausência de surfactante nos alvéolos de prematuros aumenta a tensão superficial da interface ar-líquido, dificultando a expansão pulmonar e levando ao colapso alveolar. Isso resulta em uma redução significativa da complacência pulmonar, exigindo maior pressão para ventilar os pulmões.

Contexto Educacional

A Síndrome do Desconforto Respiratório do Recém-Nascido (SDRN), ou Doença da Membrana Hialina, é uma das principais causas de morbimortalidade em prematuros, diretamente relacionada à imaturidade pulmonar e à deficiência de surfactante. A incidência é inversamente proporcional à idade gestacional, sendo mais comum em bebês nascidos antes de 34 semanas. Compreender a fisiopatologia é crucial para o manejo adequado e a prevenção de complicações. A ausência ou produção inadequada de surfactante pulmonar leva a um aumento significativo da tensão superficial nos alvéolos. Isso faz com que os alvéolos tendam a colapsar ao final da expiração (atelectasia), exigindo um esforço respiratório muito maior para reabri-los a cada inspiração. Consequentemente, a complacência pulmonar, que é a capacidade do pulmão de se expandir em resposta a uma mudança de pressão, diminui drasticamente. O diagnóstico é clínico, com suporte radiológico (padrão reticulogranular difuso e broncogramas aéreos). O tratamento da SDRN envolve a administração de surfactante exógeno, suporte ventilatório (CPAP ou ventilação mecânica) e medidas de suporte geral. A prevenção é fundamental, com a administração de corticosteroides antenatais a gestantes com risco de parto prematuro, que aceleram a maturação pulmonar fetal e a produção de surfactante endógeno. O prognóstico melhorou significativamente com os avanços terapêuticos, mas complicações como displasia broncopulmonar ainda são desafios.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de deficiência de surfactante em prematuros?

Os sinais incluem taquipneia, gemência, retração intercostal e subcostal, batimento de asas nasais e cianose, caracterizando a Síndrome do Desconforto Respiratório do Recém-Nascido (SDRN).

Qual o papel do surfactante pulmonar?

O surfactante pulmonar, uma mistura de lipídios e proteínas, reduz a tensão superficial na interface ar-líquido dos alvéolos, prevenindo seu colapso ao final da expiração e facilitando a expansão pulmonar.

Como a deficiência de surfactante afeta a complacência pulmonar?

A deficiência de surfactante aumenta a tensão superficial alveolar, tornando os pulmões mais rígidos e difíceis de expandir, o que resulta em uma redução drástica da complacência pulmonar.

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