SDR Neonatal: Fatores de Risco e Deficiência de Surfactante

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2024

Enunciado

A afecção respiratória que acomete mais frequentemente recém-nascidos prematuros com menos de 28 semanas de gestação, do sexo masculino, em filhos de mães diabéticas, e que sofreram asfixia ao nascimento, chama-se:

Alternativas

  1. A) Síndrome do escape de ar.
  2. B) Síndrome da aspiração de mecônio.
  3. C) Síndrome da hipertensão pulmonar persistente neonatal.
  4. D) Síndrome do desconforto respiratório por deficiência de surfactante alveolar.

Pérola Clínica

RN prematuro < 28 sem, sexo masc, mãe diabética, asfixia → SDR por deficiência de surfactante.

Resumo-Chave

A Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR) é a principal causa de morbimortalidade em prematuros, especialmente aqueles com fatores de risco como idade gestacional muito baixa, sexo masculino, mães diabéticas e asfixia perinatal, devido à imaturidade pulmonar e deficiência de surfactante.

Contexto Educacional

A Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR), também conhecida como Doença da Membrana Hialina, é uma das principais causas de morbimortalidade em recém-nascidos, especialmente os prematuros. Sua incidência é inversamente proporcional à idade gestacional, sendo muito comum em bebês nascidos antes de 28 semanas. A fisiopatologia central reside na deficiência de surfactante pulmonar, uma lipoproteína produzida pelos pneumócitos tipo II, que é essencial para reduzir a tensão superficial alveolar e prevenir o colapso pulmonar. Diversos fatores de risco contribuem para o desenvolvimento da SDR. Além da prematuridade extrema, o sexo masculino é um fator de risco independente, assim como a asfixia perinatal, que pode inativar o surfactante existente. Filhos de mães diabéticas também apresentam maior risco, pois a hiperinsulinemia fetal pode atrasar a maturação pulmonar e a produção de surfactante. A ausência de corticoides antenatais, que aceleram a maturação pulmonar, é outro fator importante. O diagnóstico da SDR é clínico, baseado nos sinais de desconforto respiratório (taquipneia, gemência, tiragem, batimento de asa de nariz, cianose) que se iniciam nas primeiras horas de vida, e radiológico, com achados de infiltrado reticulogranular difuso e broncogramas aéreos. O manejo inclui suporte respiratório (CPAP, ventilação mecânica), administração de surfactante exógeno e suporte geral. A prevenção, com o uso de corticoides antenatais em gestações de risco para parto prematuro, é a estratégia mais eficaz para reduzir a incidência e gravidade da SDR.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para a Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR) neonatal?

Os principais fatores incluem prematuridade (especialmente < 28 semanas), sexo masculino, filhos de mães diabéticas, asfixia perinatal, gestação múltipla e ausência de uso de corticoides antenatais.

Qual o mecanismo fisiopatológico da SDR neonatal?

A SDR é causada pela deficiência ou inativação do surfactante pulmonar, uma substância que reduz a tensão superficial nos alvéolos, impedindo seu colapso e facilitando a troca gasosa. A imaturidade pulmonar do prematuro leva a essa deficiência.

Como diferenciar SDR de outras causas de desconforto respiratório em RN?

A SDR é caracterizada por início precoce (primeiras horas de vida), piora progressiva, achados radiográficos típicos (infiltrado reticulogranular difuso, broncogramas aéreos) e forte associação com prematuridade e seus fatores de risco.

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