UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2023
Recém-nascido com 5 horas de vida evolui com batimento de aleta nasal, gemência e taquidispneia. Há história materna de diabetes mellitus, sendo indicado parto cesárea por sofrimento fetal. O peso ao nascer foi de 2.300g, IG 35 semanas e RN do sexo masculino. Radiografia de tórax aponta infiltrado reticulogranular difuso, com presença de broncograma aéreo e aumento de líquido pulmonar. Diante do quadro, qual a hipótese diagnóstica mais provável?
RN prematuro de mãe diabética, nascido por cesárea, com desconforto respiratório precoce e Rx de tórax com infiltrado reticulogranular e broncograma aéreo → SDRN.
A Síndrome do Desconforto Respiratório Neonatal (SDRN), ou Doença da Membrana Hialina, é uma condição comum em prematuros, especialmente aqueles de mães diabéticas e nascidos por cesárea, devido à imaturidade pulmonar e deficiência de surfactante. O quadro clínico e radiológico são típicos e permitem o diagnóstico.
A Síndrome do Desconforto Respiratório Neonatal (SDRN), também conhecida como Doença da Membrana Hialina, é uma das causas mais comuns de morbidade e mortalidade em recém-nascidos prematuros. Caracteriza-se por insuficiência respiratória progressiva logo após o nascimento, devido à imaturidade pulmonar e deficiência na produção de surfactante. É uma condição crítica para residentes dominarem, dada sua alta prevalência e o impacto significativo na saúde neonatal. A fisiopatologia central da SDRN é a deficiência de surfactante, que leva ao colapso alveolar, atelectasias difusas e diminuição da complacência pulmonar. Fatores de risco incluem prematuridade (quanto menor a idade gestacional, maior o risco), diabetes mellitus materno (que retarda a maturação pulmonar), parto cesárea sem trabalho de parto (que não estimula a liberação de catecolaminas e a reabsorção de líquido pulmonar), e sexo masculino. O quadro clínico inclui taquipneia, gemência, batimento de aleta nasal, tiragem intercostal e subcostal, e cianose. A radiografia de tórax é diagnóstica, revelando infiltrado reticulogranular difuso e broncograma aéreo. O manejo da SDRN envolve suporte respiratório (CPAP nasal, ventilação mecânica), administração de surfactante exógeno e medidas de suporte geral. A prevenção é crucial, com o uso de corticosteroides antenatais em gestantes com risco de parto prematuro para acelerar a maturação pulmonar fetal. O prognóstico melhorou significativamente com os avanços no tratamento, mas complicações como displasia broncopulmonar e hemorragia intraventricular ainda são preocupações. O reconhecimento precoce e a intervenção adequada são essenciais para otimizar os resultados.
Os principais fatores de risco incluem prematuridade, diabetes mellitus materno (que retarda a maturação pulmonar), parto cesárea sem trabalho de parto (que impede a liberação de catecolaminas e reabsorção de líquido pulmonar), sexo masculino e asfixia perinatal.
A radiografia de tórax na SDRN tipicamente mostra um infiltrado reticulogranular difuso (aspecto de 'vidro moído' ou 'granulado'), broncograma aéreo (vias aéreas preenchidas por ar visíveis contra o parênquima pulmonar opacificado) e diminuição do volume pulmonar.
A SDRN é primariamente causada pela deficiência de surfactante pulmonar, uma substância que reduz a tensão superficial nos alvéolos, prevenindo seu colapso. A imaturidade pulmonar em prematuros resulta em produção insuficiente ou ineficaz de surfactante, levando a atelectasias difusas e comprometimento da troca gasosa.
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