SDR Neonatal: Diagnóstico e Sinais Radiológicos Chave

IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2024

Enunciado

Você está de plantão em uma maternidade e é chamado para avaliar um recém nascido (RN). Trata-se de uma gestação de 30 semanas que foi interrompida em caráter de emergência por um quadro de eclâmpsia. A membrana amniótica foi rompida durante o parto. Você verifica o pré-natal e conclui que todos os exames foram feitos e estavam normais. O relato da sala de parto descreve o parto cesáreo com liquido amniótico claro, sem grumos. Ao examinar o RN, que nasceu há 6 horas, você verifica que ele apresenta padrão ventilatório desconfortável (com retração subcostal, intercostal, batimento de aletas nasais e gemido expiratório). A radiografia de tórax apresenta infiltrado reticulogranular difuso, bilateral.O diagnostico mais provável é:

Alternativas

  1. A) síndrome do desconforto respiratório 
  2. B) síndrome de aspiração de mecônio 
  3. C) taquipnéia transitória do recém-nascido 
  4. D) pneumonia bacteriana congênita

Pérola Clínica

RN prematuro com desconforto respiratório progressivo e infiltrado reticulogranular difuso = SDR.

Resumo-Chave

A Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR) é a causa mais comum de desconforto respiratório em prematuros, devido à deficiência de surfactante. O quadro clínico e radiológico são típicos e indicativos de atelectasia progressiva.

Contexto Educacional

A Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR), também conhecida como Doença da Membrana Hialina, é uma das causas mais comuns de morbidade e mortalidade em recém-nascidos prematuros. Sua incidência é inversamente proporcional à idade gestacional, sendo crucial o reconhecimento precoce para intervenção adequada e manejo da deficiência de surfactante pulmonar. A fisiopatologia central da SDR é a deficiência de surfactante pulmonar, que leva ao colapso alveolar progressivo, atelectasia e hipoxemia. O diagnóstico é clínico, com desconforto respiratório progressivo, e radiológico, caracterizado por infiltrado reticulogranular difuso bilateral e broncogramas aéreos, que refletem a perda de volume pulmonar. O tratamento da SDR envolve suporte respiratório, administração de surfactante exógeno e medidas de suporte geral. O prognóstico melhorou significativamente com os avanços na terapia intensiva neonatal, mas complicações como displasia broncopulmonar ainda são relevantes, exigindo acompanhamento a longo prazo.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais clínicos da Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR) em um recém-nascido?

Os principais sinais incluem taquipneia, gemido expiratório, batimento de aletas nasais, retrações intercostais e subcostais, e cianose. O desconforto é progressivo e se manifesta nas primeiras horas de vida.

Qual o achado radiológico típico da SDR neonatal?

A radiografia de tórax classicamente mostra um infiltrado reticulogranular difuso bilateral (aspecto de vidro moído) e broncogramas aéreos, indicando atelectasia e deficiência de surfactante.

Como diferenciar a SDR da taquipneia transitória do recém-nascido (TTRN)?

A SDR ocorre em prematuros e piora progressivamente, com infiltrado reticulogranular. A TTRN é mais comum em RN a termo/próximo do termo, melhora em 24-72h e a radiografia mostra hiperaeração e líquido nas fissuras, sem infiltrado difuso.

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