CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2025
Recém-nascido prematuro de 34 semanas, é internado na UTI Neonatal com síndrome do desconforto respiratório. Durante a avaliação, apresenta taquipneia, retrações intercostais e gemência. A gasometria indica hipoxemia moderada. Qual é a conduta inicial mais apropriada?
SDR em prematuro → CPAP + surfactante para suporte respiratório e maturação pulmonar, prevenindo colapso alveolar.
A síndrome do desconforto respiratório é comum em prematuros devido à deficiência de surfactante. A conduta inicial visa otimizar a ventilação e fornecer surfactante exógeno para melhorar a complacência pulmonar e a troca gasosa, sendo o CPAP a primeira linha para manter a capacidade residual funcional.
A Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR) neonatal é uma das principais causas de morbimortalidade em recém-nascidos prematuros, especialmente aqueles com idade gestacional inferior a 37 semanas. Caracteriza-se pela imaturidade pulmonar e deficiência de surfactante, uma substância que reduz a tensão superficial nos alvéolos e impede seu colapso. A compreensão e o manejo rápido da SDR são cruciais na neonatologia para otimizar o prognóstico. A fisiopatologia da SDR envolve a deficiência de surfactante, levando ao colapso alveolar progressivo, diminuição da complacência pulmonar e atelectasias difusas, resultando em hipoxemia e hipercapnia. O diagnóstico é clínico, baseado em sinais como taquipneia, retrações, gemência e cianose, e confirmado por radiografia de tórax. A suspeita deve ser alta em todo prematuro com dificuldade respiratória, exigindo avaliação imediata. O tratamento inicial da SDR visa otimizar a oxigenação e ventilação. A ventilação com pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) é a primeira linha para manter a capacidade residual funcional e prevenir o colapso alveolar. A administração de surfactante exógeno é indicada para repor a deficiência e melhorar a função pulmonar. O manejo adequado reduz a necessidade de ventilação mecânica invasiva e suas complicações, melhorando significativamente a sobrevida e a qualidade de vida do neonato.
Os sinais incluem taquipneia, retrações intercostais, gemência, batimento de asas nasais e cianose, indicando esforço respiratório e hipoxemia devido à imaturidade pulmonar.
O CPAP mantém a via aérea aberta e previne o colapso alveolar, enquanto o surfactante exógeno repõe a substância deficiente, melhorando a complacência pulmonar e a troca gasosa, sendo cruciais para a oxigenação.
As complicações incluem displasia broncopulmonar, pneumotórax, hemorragia intraventricular e retinopatia da prematuridade, devido à hipoxemia prolongada e à ventilação inadequada.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo