UEM - Hospital Universitário de Maringá (PR) — Prova 2020
Recém-nascido com 31 semanas de idade gestacional, com uma hora de vida apresenta dificuldade respiratória. Qual o diagnóstico possível?
RN prematuro (<34 sem) com dificuldade respiratória precoce → SDR (doença da membrana hialina).
Em um recém-nascido prematuro de 31 semanas com dificuldade respiratória logo após o nascimento, a Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR), também conhecida como Doença da Membrana Hialina, é o diagnóstico mais provável devido à imaturidade pulmonar e deficiência de surfactante.
A Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR), também conhecida como Doença da Membrana Hialina (DMH), é a causa mais comum de dificuldade respiratória em recém-nascidos prematuros. É uma condição grave que resulta da imaturidade pulmonar e da deficiência de surfactante, uma lipoproteína que reveste os alvéveolos e impede seu colabamento ao final da expiração. A incidência é inversamente proporcional à idade gestacional, sendo muito alta em RNs com menos de 34 semanas. O diagnóstico da SDR é clínico, baseado na presença de sinais de desconforto respiratório (taquipneia, gemência, batimento de asas nasais, tiragens e cianose) que se iniciam nas primeiras horas de vida em um RN prematuro. A radiografia de tórax tipicamente revela infiltrado reticulogranular difuso, broncogramas aéreos e diminuição do volume pulmonar. É fundamental diferenciar a SDR de outras causas de desconforto respiratório neonatal, como taquipneia transitória, pneumonia congênita ou aspiração de mecônio, que são mais comuns em RN a termo. O tratamento da SDR envolve a administração de surfactante exógeno, suporte ventilatório (CPAP nasal ou ventilação mecânica) e medidas de suporte geral. A prevenção é a melhor abordagem, com a administração de corticosteroides antenatais à gestante em risco de parto prematuro, o que acelera a maturação pulmonar fetal e a produção de surfactante. O prognóstico melhorou significativamente com os avanços no cuidado neonatal, mas a SDR ainda pode levar a complicações como displasia broncopulmonar.
Os sinais de SDR em RN incluem taquipneia, gemência, batimento de asas nasais, tiragem intercostal e subcostal, e cianose, geralmente presentes logo após o nascimento ou nas primeiras horas de vida.
A SDR é mais comum em RN prematuros devido à imaturidade pulmonar e à deficiência de surfactante, uma substância que reduz a tensão superficial nos alvéolos e impede seu colabamento, sendo essencial para a função pulmonar adequada.
A SDR geralmente afeta RN prematuros e piora progressivamente, enquanto a taquipneia transitória do RN é mais comum em RN a termo ou próximos do termo, com melhora espontânea em 24-48 horas, e é causada por atraso na reabsorção do líquido pulmonar.
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