UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2020
Sobre a Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo, é correto afirmar que
SDRA: Balanço hídrico negativo após 24-48h → ↓ edema pulmonar, ↑ oxigenação, ↓ tempo de VM.
Na Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA), a manutenção de um balanço hídrico negativo após as primeiras 24-48 horas do atendimento inicial é uma estratégia terapêutica importante. Isso visa reduzir o edema pulmonar não cardiogênico, melhorar a oxigenação e diminuir o tempo de ventilação mecânica, otimizando a função pulmonar.
A Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) é uma forma grave de insuficiência respiratória caracterizada por inflamação pulmonar difusa, aumento da permeabilidade capilar e edema pulmonar não cardiogênico, levando a hipoxemia refratária. É uma condição comum em unidades de terapia intensiva, com alta morbimortalidade, e pode ser desencadeada por diversas causas, como sepse, pneumonia, trauma e pancreatite. A fisiopatologia da SDRA envolve uma resposta inflamatória descontrolada nos pulmões, resultando em dano alveolar difuso e acúmulo de líquido nos alvéolos. O diagnóstico é feito pelos Critérios de Berlim, que classificam a SDRA em leve, moderada ou grave com base na relação PaO2/FiO2. A suspeita deve surgir em pacientes com hipoxemia aguda e infiltrados pulmonares bilaterais após um evento precipitante. O tratamento da SDRA é complexo e multifacetado, focando no suporte ventilatório protetor (baixo volume corrente, PEEP otimizado) e no manejo da causa subjacente. Uma estratégia crucial é a manutenção de um balanço hídrico negativo ou euvolêmico após a fase inicial de ressuscitação, visando minimizar o edema pulmonar. Outras terapias incluem pronação, bloqueadores neuromusculares e, em casos selecionados, ECMO. Residentes devem dominar essas estratégias para otimizar o cuidado e o prognóstico dos pacientes com SDRA.
Os critérios de Berlim para SDRA incluem: início agudo (em até 7 dias), infiltrados bilaterais na radiografia de tórax não totalmente explicados por derrames, colapso lobar ou nódulos, edema pulmonar não cardiogênico (excluindo insuficiência cardíaca) e hipoxemia (PaO2/FiO2 < 300 com PEEP ≥ 5 cmH2O).
O balanço hídrico negativo é crucial na SDRA porque ajuda a reduzir o edema pulmonar, que é uma característica central da síndrome. A diminuição do líquido nos pulmões melhora a complacência pulmonar, facilita a troca gasosa e pode encurtar o tempo de ventilação mecânica e a permanência na UTI.
Não, o uso de corticoides em doses altas não é obrigatório e não é uma recomendação universal para todos os casos de SDRA grave. Embora alguns estudos tenham mostrado benefícios em subgrupos específicos ou em fases tardias da doença, seu uso deve ser individualizado e não faz parte do tratamento padrão para todos os pacientes com SDRA.
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