Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2015
O diagnóstico da Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo leva em conta os seguintes critérios, EXCETO:
SDRA = PaO2/FiO2 < 300, infiltrado bilateral, sem falência cardíaca. Auto-PEEP NÃO é critério.
A Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) é diagnosticada pela hipoxemia (PaO2/FiO2 reduzida), infiltrados pulmonares bilaterais e exclusão de edema pulmonar cardiogênico. Auto-PEEP é uma complicação da ventilação mecânica, não um critério diagnóstico.
A Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) é uma condição grave caracterizada por inflamação pulmonar difusa, aumento da permeabilidade vascular e edema pulmonar não cardiogênico, levando à hipoxemia refratária. O diagnóstico da SDRA é baseado nos critérios de Berlim, que incluem: início agudo (dentro de 7 dias de um insulto clínico conhecido), infiltrados pulmonares bilaterais na imagem torácica (não totalmente explicados por derrames, colapso lobar/pulmonar ou nódulos), e hipoxemia (PaO2/FiO2 ≤ 300 mmHg com PEEP ou CPAP ≥ 5 cmH2O), não explicada por falência cardíaca ou sobrecarga hídrica. A exclusão de falência cardíaca é um ponto crítico, geralmente realizada por avaliação clínica, ecocardiografia ou medição de peptídeos natriuréticos. A auto-PEEP, ou PEEP intrínseca, é um fenômeno que ocorre na ventilação mecânica quando o tempo expiratório é insuficiente para o esvaziamento pulmonar completo, resultando em aprisionamento de ar e aumento da pressão alveolar ao final da expiração. Embora seja uma complicação comum em pacientes com SDRA ventilados mecanicamente, ela não faz parte dos critérios diagnósticos da síndrome em si. Para residentes, é fundamental diferenciar os critérios diagnósticos da SDRA de achados ou complicações associadas à ventilação mecânica. O correto reconhecimento da SDRA e a compreensão de seus critérios são essenciais para o manejo adequado e a instituição de estratégias de ventilação protetora.
Os critérios de Berlim para SDRA incluem: início agudo (em até 7 dias), infiltrados pulmonares bilaterais na radiografia ou tomografia de tórax, hipoxemia (PaO2/FiO2 < 300 com PEEP ≥ 5 cmH2O) e exclusão de insuficiência cardíaca como causa principal do edema pulmonar.
A exclusão de falência cardíaca é crucial para diferenciar a SDRA do edema pulmonar cardiogênico, pois ambos podem apresentar infiltrados pulmonares e hipoxemia. A SDRA é causada por lesão pulmonar inflamatória, enquanto o edema cardiogênico é por aumento da pressão hidrostática.
A relação PaO2/FiO2 é um índice de oxigenação que reflete a gravidade da hipoxemia. Na SDRA, essa relação é reduzida (<300 para SDRA leve, <200 para moderada, <100 para grave), indicando uma disfunção na troca gasosa pulmonar.
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