Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2020
Qual das alterações hematológicas abaixo está mais relacionada à síndrome das pernas inquietas?
Síndrome das Pernas Inquietas (SPI) → fortemente associada à deficiência de ferro (anemia ferropriva), mesmo sem anemia franca.
A deficiência de ferro, com ou sem anemia, é um fator de risco bem estabelecido e uma causa secundária importante da Síndrome das Pernas Inquietas (SPI). O ferro é um cofator essencial na síntese de dopamina, e a disfunção dopaminérgica no sistema nervoso central é central na fisiopatologia da SPI.
A Síndrome das Pernas Inquietas (SPI), também conhecida como Doença de Willis-Ekbom, é um distúrbio neurológico crônico caracterizado por uma necessidade irresistível de mover as pernas, geralmente acompanhada de sensações desagradáveis (disestesias ou parestesias). Os sintomas tipicamente pioram no repouso e à noite, e são aliviados temporariamente pelo movimento. É uma condição que afeta significativamente a qualidade de vida e o sono dos pacientes. A fisiopatologia da SPI é complexa e multifatorial, envolvendo disfunção do sistema dopaminérgico no sistema nervoso central e deficiência de ferro. O ferro é um cofator essencial para a tirosina hidroxilase, a enzima limitante na síntese de dopamina. A deficiência de ferro, mesmo na ausência de anemia franca, pode levar a uma redução da dopamina cerebral e, consequentemente, aos sintomas da SPI. Por isso, a anemia ferropriva e a deficiência de ferro são as alterações hematológicas mais fortemente relacionadas à SPI. O diagnóstico da SPI é clínico, baseado em critérios específicos. A investigação da deficiência de ferro é parte fundamental da avaliação, incluindo hemograma completo e, crucialmente, a dosagem de ferritina sérica. Níveis de ferritina abaixo de 50-75 ng/mL são frequentemente associados à SPI e a suplementação de ferro pode ser uma estratégia terapêutica eficaz, mesmo em pacientes sem anemia. Outras opções de tratamento incluem agonistas dopaminérgicos e gabapentina.
A SPI é caracterizada por uma necessidade irresistível de mover as pernas, geralmente acompanhada de sensações desconfortáveis (formigamento, queimação, dor), que pioram no repouso e à noite, e melhoram com o movimento.
O ferro é um cofator essencial para a enzima tirosina hidroxilase, que catalisa a etapa limitante da síntese de dopamina. A deficiência de ferro no cérebro pode levar a uma disfunção do sistema dopaminérgico, que está implicada na patogênese da SPI.
Além do hemograma completo, é crucial avaliar os níveis de ferritina sérica. Níveis de ferritina abaixo de 50-75 ng/mL, mesmo com hemoglobina normal, podem indicar deficiência de ferro relevante para a SPI e justificar a suplementação.
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